O edifício Pearl River Tower será capaz de produzir quase toda a energia que consumirá depois de pronto Foto: BBC Brasil
O edifício Pearl River Tower será capaz de produzir quase toda a energia que consumirá depois de pronto
Aquele que pode ser o edifício mais ecologicamente correto do mundo está sendo construído na cidade de Guangzhou, na China. De acordo com os arquitetos responsáveis pela construção, o edifício Pearl River Tower será capaz de produzir quase toda a energia que consumirá depois de pronto.
Para isso, o prédio contará com energia solar, sistema de refrigeração por água e turbinas que gerarão energia a partir do vento. O edifício foi desenhado com uma curvatura especial, que deve aumentar a velocidade do vento para alimentar turbinas de geração de eletricidade.
Além disso, a refrigeração por água fará com que mais energia e espaço sejam economizados, em comparação com sistemas de ar-condicionado tradicionais. O prédio também contará com sistemas automáticos para evitar desperdícios de energia.
Segundo os arquitetos, a economia fará com os custos adicionais para construir o edifício verde sejam pagos em cinco anos. O edifício, que terá 71 andares, deve ser inaugurado no ano que vem.
21 de outubro de 2009 • 16h13
http://noticias.terra.com.br/
8 de mar. de 2010
China constrói edifício 'mais verde' do mundo
BMF & BOVESPA Fazem primeiro leilão de Créditos de Carbono do Mercado Voluntario
Postado por LBF em 3/07/2010 12:45:00
Venda vai oferecer 180.000 créditos de carbono geridos pela Social Carbon Company
SÃO PAULO, 26 de fevereiro / PRNewswire-FirstCall / - A Comissão de Valores, Mercadorias e Futuros - BM & FBOVESPA vai realizar em 08 de abril de 2010, um leilão voluntário de carbono do mercado de crédito. A quantidade total de 180.000 unidades voluntário de carbono de projetos gerenciados pela Social Carbon Company serão leiloadas.
As reduções de emissões foram gerados a partir de 8 projetos de biomassa renovável administrado pela Social Carbon Company em fábricas de cerâmica. Essas plantas estão localizadas nos estados brasileiros de São Paulo (Panorama, Paulicéia), Pará (São Miguel do Guamá), Pernambuco (Garanhuns, Paudalho), Sergipe (Itabaiana), Minas Gerais (Ituiutaba), e Rio de Janeiro (Itaboraí) . Os projetos envolvem a mudança de combustível para combustíveis renováveis como a biomassa do bagaço de cana, sementes de açaí e casca de arroz, entre outros. Os créditos de carbono têm sido validadas por entidades credenciadas, autorizadas pela Organização das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC).
O leilão será realizado em três sessões, com um lote negociado por sessão. Os preços lance inicial será indicado pelos lotes que variam de acordo com os vintages e custam R $ 10,00 a R $ 12,00 por unidade. A primeira operação irá ocorrer at 1:00 pm (Brasil Time) e será realizado pela BM & FBOVESPA de Crédito de Carbono Trading System. A liquidação financeira será coordenada pela corretora Liquidez DTVM.
Carbono BM & FBOVESPA Mercado de Crédito
A Bolsa brasileira já havia organizado dois leilões de créditos de carbono em 2007 e 2008. Ambos os leilões oferecidos Reduções Certificadas de Emissões (RCE), realizada pela Prefeitura de São Paulo, e gerado pelos projetos de aterros sanitários Bandeirantes e São João.
O objetivo da BM & FBOVESPA mercado de carbono é fomentar o comércio de créditos de carbono no Brasil dentro de um ambiente de negociação organizada. Ele também fornece as empresas brasileiras a oportunidade de vender seus projetos de redução de emissões de GEE no país. A plataforma de troca comercial oferece aos participantes um ambiente global de comércio seguro, transparente e eficiente, com preços competitivos.
BNDES investirá R$ 71 milhões em projetos de reflorestamento
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai aplicar R$ 71 milhões no reflorestamento de áreas degradadas em sete Estados com espécies nativas da mata atlântica. Foram selecionados 27 projetos, que abrangem 4 mil hectares. Não-reembolsável, o financiamento provém de lucros obtidos pelo banco. A Iniciativa BNDES Mata Atlântica foi lançada no ano passado para preservar um dos biomas mais ameaçados no País. Está em fase final de análise, por isso os projetos ainda não podem ser divulgados. Entre os 27 projetos selecionados, oito são de São Paulo, oito do Rio, quatro de Minas e três da Bahia.
O programa foi proposto por 22 ONGs, segundo o chefe do departamento de Operações e Políticas de Meio Ambiente do BNDES, Márcio Macedo. Segundo ele, haverá forte demanda nos próximos anos por projetos de reflorestamento, principalmente por causa da compensação ambiental de grandes obras. No entanto, Macedo avalia que existe um gargalo no País: a produção de mudas e sementes.
Está previsto um levantamento sobre a capacidade de produção de mudas no País, com a participação de universidades. Macedo diz que há expectativa de uma nova rodada de financiamento para este ano, com linhas específicas para o setor de mudas e viveiros. "Queremos que o programa seja um dos instrumentos para que esse negócio cresça e seja atrativo."
Em dezembro, uma equipe do BNDES visitou a fazenda Plathymenia, da empresa Biovert, que produz mudas há 23 anos em Silva Jardim, a 140 km do Rio, e um dos técnicos disse: "Ficamos muito bem impressionados".
O engenheiro florestal Marcelo de Carvalho, dono da Biovert, calcula que haverá uma demanda de pelo menos 50 milhões de mudas até 2016, ano da Olimpíada no Rio.
"Hoje seria impossível produzir isso", avalia Carvalho. Segundo ele, a Biovert produz três milhões de mudas por ano, em duas safras, de cem espécies diferentes, todas da mata atlântica. "A chegada do BNDES pode ser a redenção desse mercado, que não pode mais ficar marginal do jeito que é. Ao mapear isso, o banco está buscando uma informação técnica essencial, que hoje não existe", diz Carvalho. Ele não participou da Iniciativa Mata Atlântica, mas poderá eventualmente ser beneficiado com a venda de mudas para projetos vencedores.
"O produto do banco é o dinheiro, e a parte ambiental é hoje um obstáculo para qualquer empreendimento. Como o BNDES vai emprestar o dinheiro dele se não tiver como resolver o problema ambiental?", indaga o dono da Biovert. "Ou ordena esse segmento ou não vai conseguir emprestar dinheiro."
TREINAMENTO
O programa do BNDES abrange o período máximo de quatro anos a partir do plantio e prevê o treinamento de trabalhadores recrutados junto à "população de baixa renda residente no entorno de cada área-alvo". Pelo menos 20% da mão de obra direta deverá receber treinamento em reflorestamento ecológico. Se gerados eventuais créditos de carbono decorrentes do projeto, eles deverão ser cedidos ao BNDES, e não serão negociáveis.
Os projetos não poderão ser implementados em áreas sobre as quais incidam obrigações de recuperação decorrentes de compensações ou exigências formuladas em processo de licenciamento ambiental, termos de compromisso e de ajustamento de conduta ou autuações por infração à legislação florestal.
O Ministério do Meio Ambiente também anunciou, na semana passada, que vai selecionar outros 12 projetos de conservação da mata atlântica. Nesse caso, serão investidos R$ 4,2 milhões, por meio da Cooperação Financeira Brasil/Alemanha, com o Banco KfW.
enviado por: Ana Paula de Andrade - 7/03/2010 04:25:00 PM
BNDES investirá R$ 71 milhões em projetos de reflorestamento
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai aplicar R$ 71 milhões no reflorestamento de áreas degradadas em sete Estados com espécies nativas da mata atlântica. Foram selecionados 27 projetos, que abrangem 4 mil hectares. Não-reembolsável, o financiamento provém de lucros obtidos pelo banco. A Iniciativa BNDES Mata Atlântica foi lançada no ano passado para preservar um dos biomas mais ameaçados no País. Está em fase final de análise, por isso os projetos ainda não podem ser divulgados. Entre os 27 projetos selecionados, oito são de São Paulo, oito do Rio, quatro de Minas e três da Bahia.
O programa foi proposto por 22 ONGs, segundo o chefe do departamento de Operações e Políticas de Meio Ambiente do BNDES, Márcio Macedo. Segundo ele, haverá forte demanda nos próximos anos por projetos de reflorestamento, principalmente por causa da compensação ambiental de grandes obras. No entanto, Macedo avalia que existe um gargalo no País: a produção de mudas e sementes.
Está previsto um levantamento sobre a capacidade de produção de mudas no País, com a participação de universidades. Macedo diz que há expectativa de uma nova rodada de financiamento para este ano, com linhas específicas para o setor de mudas e viveiros. "Queremos que o programa seja um dos instrumentos para que esse negócio cresça e seja atrativo."
Em dezembro, uma equipe do BNDES visitou a fazenda Plathymenia, da empresa Biovert, que produz mudas há 23 anos em Silva Jardim, a 140 km do Rio, e um dos técnicos disse: "Ficamos muito bem impressionados".
O engenheiro florestal Marcelo de Carvalho, dono da Biovert, calcula que haverá uma demanda de pelo menos 50 milhões de mudas até 2016, ano da Olimpíada no Rio.
"Hoje seria impossível produzir isso", avalia Carvalho. Segundo ele, a Biovert produz três milhões de mudas por ano, em duas safras, de cem espécies diferentes, todas da mata atlântica. "A chegada do BNDES pode ser a redenção desse mercado, que não pode mais ficar marginal do jeito que é. Ao mapear isso, o banco está buscando uma informação técnica essencial, que hoje não existe", diz Carvalho. Ele não participou da Iniciativa Mata Atlântica, mas poderá eventualmente ser beneficiado com a venda de mudas para projetos vencedores.
"O produto do banco é o dinheiro, e a parte ambiental é hoje um obstáculo para qualquer empreendimento. Como o BNDES vai emprestar o dinheiro dele se não tiver como resolver o problema ambiental?", indaga o dono da Biovert. "Ou ordena esse segmento ou não vai conseguir emprestar dinheiro."
TREINAMENTO
O programa do BNDES abrange o período máximo de quatro anos a partir do plantio e prevê o treinamento de trabalhadores recrutados junto à "população de baixa renda residente no entorno de cada área-alvo". Pelo menos 20% da mão de obra direta deverá receber treinamento em reflorestamento ecológico. Se gerados eventuais créditos de carbono decorrentes do projeto, eles deverão ser cedidos ao BNDES, e não serão negociáveis.
Os projetos não poderão ser implementados em áreas sobre as quais incidam obrigações de recuperação decorrentes de compensações ou exigências formuladas em processo de licenciamento ambiental, termos de compromisso e de ajustamento de conduta ou autuações por infração à legislação florestal.
O Ministério do Meio Ambiente também anunciou, na semana passada, que vai selecionar outros 12 projetos de conservação da mata atlântica. Nesse caso, serão investidos R$ 4,2 milhões, por meio da Cooperação Financeira Brasil/Alemanha, com o Banco KfW.
07/03/2010 04:25:00 PM
MMA assina convênio com estados e municípios para tratamento de resíduos sólidos
Os planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Pgirs) têm o objetivo de organizar a gestão dos resíduos dentro das particularidades regionais, econômicas, geográficas, ambientais e sociais, com a meta de promover o desenvolvimento sustentável do ambiente urbano. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) destinará para cada município ou consórcio, formado por grupos de pequenos municípios, uma verba em torno de R$ 400 mil.
O prefeito do município de Ariquemes (RO), Confúcio Moura, disse que o programa vai reforçar os consórcios intermunicipais de saneamento ambiental. “O recurso do MMA se destina a melhorar a estrutura jurídica, fazer treinamento de pessoal e aquisição de equipamento para as estruturas existentes nos estados.”
Na cerimônia de entrega dos termos, foram distribuídas cartilhas intituladas Compromisso pelo Meio Ambiente, Saúde e Saneamento Básico. Nela, vem estipulada a meta de que, em dez anos, será dobrada a quantidade de esgoto coletado e tratado no Brasil. De acordo com Minc, os PGIRS serão um dos instrumentos para que essa meta seja alcançada.
O ministério do Meio Ambiente observou, ainda, que os gestores, por meio da assinatura do convênio, têm o compromisso de seguir as diretrizes do Plano de Mudanças Climáticas, assumido pelo presidente Lula em Copenhague, na mais recente Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o tema, realizada em dezembro do ano passado.
“A captura do gás metano dos lixões e a transformação em energia renovável faz parte do plano de mudanças climáticas. Portanto, vocês saibam que, ao levar adiante o que nós estamos fazendo hoje, também estamos fazendo com que se cumpra a Lei de Mudanças Climáticas”, disse.
Foram contemplados com a parceria os estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia, do Paraná, de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e da Bahia, além dos municípios de Ariquemes (RO), de Sumaré e Amparo (SP), de Bagé e Capão da Canoa (RS), de Altamira (PA), de Afogados da Ingazeira e Palmeirina (PE), de Betim (MG), de Caicó (RN), de Casa Nova e Irecê (BA) e de Caxias (MA). (Fonte: AmbienteBrasil - Agência Brasil)
2 de mar. de 2010
Biocélula usa fotossíntese para gerar eletricidade
Biocélula inserida em um cacto e um gráfico mostrando a intensidade da corrente elétrica gerada como função da iluminação que incidia sobre a planta (em preto, a glicose e, em vermelho, o O2). [Imagem: Mano et al, JACS]
Cientistas do instituto de pesquisas CNRS, da França, transformaram a energia química gerada pela fotossíntese de uma planta em energia elétrica.
A pesquisa demonstra uma nova rota para fotossíntese artificial, uma área de pesquisas promissora que pretende desenvolver uma estratégia de conversão da luz solar em eletricidade de forma ainda mais eficiente e mais ambientalmente correta do que as células solares.
Além do campo da energia, a nova biocélula poderá ter aplicações médicas.
A fotossíntese é o processo pelo qual as plantas convertem a energia do Sol em energia química. Na presença da luz visível, o dióxido de carbono (CO2) e a água (H2O) são transformados em glicose e em oxigênio (O2) por meio de uma complexa série de reações químicas que ainda não são bem compreendidas pelos cientistas.
Em vez de tentar reproduzir toda a fotossíntese de forma artificial, o que é uma meta desejável, mas ainda distante de ser alcançada, os pesquisadores franceses criaram uma célula alimentada por um biocombustível que é justamente o produto da fotossíntese de uma planta viva (glicose e oxigênio).
De desenho aparentemente muito simples, a célula a bicombustível é formada por eletrodos cujas superfícies foram modificadas com a adição de duas enzimas.
Os pesquisadores inseriram sua biocélula em uma planta viva - neste experimento eles utilizaram um cacto, assim que os eletrodos, que são muito sensíveis tanto à glicose quanto ao O2, foram inseridos na folha do cacto, os cientistas puderam monitorar a fotossíntese em tempo real, in vivo, o que, por si só, já seria um grande feito científico.
Durante os experimentos, os pesquisadores puderam fazer a primeira observação direta dos níveis de glicose durante a fotossíntese, em tempo real.
Ou seja, além das aplicações tecnológicas, a técnica será de grande utilidade para o entendimento pormenorizado da própria fotossíntese, um objetivo longamente perseguido pelos biólogos - "domar" a fotossíntese significaria uma revolução radical na forma de geração de energia e de alimentos para a humanidade.
Diagrama da célula a biocombustível criada pelos pesquisadores franceses queterá aplicações médicas e poderá se tornar uma alternativa às células solares. [Imagem: Mano et al, JACS]Célula a biocombustível
A saída dos eletrodos indica claramente uma elevação da corrente elétrica quando uma lâmpada é acessa nas proximidades do cacto, e um correspondente decréscimo na corrente quando a lâmpada é apagada e sob a ação da lâmpada, a biocélula é capaz de gerar 9 Watts por centímetro quadrado de eletrodo. A geração de eletricidade é proporcional à luz que incide sobre a planta, uma vez que, com mais luz, ela pode produzir mais glicose e mais O2, disponibilizando mais combustível para operar a biocélula.
É ainda apenas uma prova de conceito e é ainda difícil visualizar sua aplicação prática em conjunto com as plantas, mas a ideia pode formar a base de uma nova estratégia de geração de energia totalmente renovável e sem produção de gases com efeito estufa ou de qualquer outro resíduo.
O objetivo inicial dos pesquisadores não era criar uma competidora para as células solares, mas desenvolver uma biocélula para aplicações médicas.
Ao capturar a energia química de biocombustíveis produzidos pelo corpo humano - a dupla glicose-oxigênio ocorre naturalmente nos fluidos fisiológicos - uma biocélula assim poderá poderá acionar implantes médicos e sensores de monitoramento do estado de saúde dos pacientes, funcionando ininterruptamente, 24 horas por dia.
Além de deixar para o passado a necessidade de troca de baterias desses aparelhos, toda uma gama de novas funcionalidades poderia ser criada, como monitores de glicose para dia
Biocélula usa fotossíntese para gerar eletricidade
Biocélula inserida em um cacto e um gráfico mostrando a intensidade da corrente elétrica gerada como função da iluminação que incidia sobre a planta (em preto, a glicose e, em vermelho, o O2). [Imagem: Mano et al, JACS]
Cientistas do instituto de pesquisas CNRS, da França, transformaram a energia química gerada pela fotossíntese de uma planta em energia elétrica.
A pesquisa demonstra uma nova rota para fotossíntese artificial, uma área de pesquisas promissora que pretende desenvolver uma estratégia de conversão da luz solar em eletricidade de forma ainda mais eficiente e mais ambientalmente correta do que as células solares.
Além do campo da energia, a nova biocélula poderá ter aplicações médicas.
A fotossíntese é o processo pelo qual as plantas convertem a energia do Sol em energia química. Na presença da luz visível, o dióxido de carbono (CO2) e a água (H2O) são transformados em glicose e em oxigênio (O2) por meio de uma complexa série de reações químicas que ainda não são bem compreendidas pelos cientistas.
Em vez de tentar reproduzir toda a fotossíntese de forma artificial, o que é uma meta desejável, mas ainda distante de ser alcançada, os pesquisadores franceses criaram uma célula alimentada por um biocombustível que é justamente o produto da fotossíntese de uma planta viva (glicose e oxigênio).
De desenho aparentemente muito simples, a célula a bicombustível é formada por eletrodos cujas superfícies foram modificadas com a adição de duas enzimas.
Os pesquisadores inseriram sua biocélula em uma planta viva - neste experimento eles utilizaram um cacto, assim que os eletrodos, que são muito sensíveis tanto à glicose quanto ao O2, foram inseridos na folha do cacto, os cientistas puderam monitorar a fotossíntese em tempo real, in vivo, o que, por si só, já seria um grande feito científico.
Durante os experimentos, os pesquisadores puderam fazer a primeira observação direta dos níveis de glicose durante a fotossíntese, em tempo real.
Ou seja, além das aplicações tecnológicas, a técnica será de grande utilidade para o entendimento pormenorizado da própria fotossíntese, um objetivo longamente perseguido pelos biólogos - "domar" a fotossíntese significaria uma revolução radical na forma de geração de energia e de alimentos para a humanidade.
Diagrama da célula a biocombustível criada pelos pesquisadores franceses queterá aplicações médicas e poderá se tornar uma alternativa às células solares. [Imagem: Mano et al, JACS]Célula a biocombustível
A saída dos eletrodos indica claramente uma elevação da corrente elétrica quando uma lâmpada é acessa nas proximidades do cacto, e um correspondente decréscimo na corrente quando a lâmpada é apagada e sob a ação da lâmpada, a biocélula é capaz de gerar 9 Watts por centímetro quadrado de eletrodo. A geração de eletricidade é proporcional à luz que incide sobre a planta, uma vez que, com mais luz, ela pode produzir mais glicose e mais O2, disponibilizando mais combustível para operar a biocélula.
É ainda apenas uma prova de conceito e é ainda difícil visualizar sua aplicação prática em conjunto com as plantas, mas a ideia pode formar a base de uma nova estratégia de geração de energia totalmente renovável e sem produção de gases com efeito estufa ou de qualquer outro resíduo.
O objetivo inicial dos pesquisadores não era criar uma competidora para as células solares, mas desenvolver uma biocélula para aplicações médicas.
Ao capturar a energia química de biocombustíveis produzidos pelo corpo humano - a dupla glicose-oxigênio ocorre naturalmente nos fluidos fisiológicos - uma biocélula assim poderá poderá acionar implantes médicos e sensores de monitoramento do estado de saúde dos pacientes, funcionando ininterruptamente, 24 horas por dia.
Além de deixar para o passado a necessidade de troca de baterias desses aparelhos, toda uma gama de novas funcionalidades poderia ser criada, como monitores de glicose para dia
