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26 de jul. de 2011

NOVA METODOLOGIA DEVE AJUDAR PROJETOS DE CONSERVAÇÃO (CARBONO BRASIL)

Quantificar a redução de emissões de gases do efeito estufa de iniciativas que reduzem o desmatamento não planejado vai ficar mais fácil e o mercado de carbono deverá se expandir em países na África, Ásia e América Latina

O desmatamento e a degradação florestal correspondem a aproximadamente 20% da emissão global de gases do efeito estufa – mais do que o setor de transporte do mundo inteiro, atrás apenas do setor de energia. Isto se deve principalmente pela expansão da agricultura, transformação de florestas em campos de pastagem, o desenvolvimento de obras de infraestrutura, e os efeitos destrutivos da exploração madeireira e incêndios florestais. Por isso é crucial focar em ações para a prevenção do desmatamento.

A nova metodologia – aprovada pelo Verified Carbon Standard (VCS) – permite aos projetos calcularem emissões evitadas por desmatamento tanto na borda (“de fronteira”) de grandes áreas, como por exemplo, em áreas agrícolas, quanto de maneira desigual (“mosaico”) dentro da floresta.

Um aspecto importante para finalizar a metodologia de “Desmatamento Não Planejado” foi a decisão de unir as duas metodologias que estavam sendo desenvolvidas separadamente pelo Banco Mundial e pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), em conjunto com a Carbon Decisions International (CDI) e o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), com apoio financeiro da Marriott International. A fim de abordar uma série de cenários de desmatamento não planejado em países em desenvolvimento, esta nova metodologia preenche um nicho importante em comparação às demais metodologias de REDD.

“Unir a ‘metodologia de fronteira’ da FAS com a ‘metodologia de mosaico’ do Banco Mundial foi crucial para permitir o desenvolvimento de projetos de REDD tanto na Amazônia brasileira, como na África e na Indonésia”, comentou Virgílio Viana, superintendente-geral da FAS. “Esta metodologia quebrou o ‘paradigma norte-sul’, colocando o ‘sul’ como líder nas discussões de alto nível”.

“Esta metodologia irá finalmente gerar um arranjo para recompensar atividades inovadoras que reduzem o desmatamento pelo mundo enquanto promove a conservação de hábitats naturais, criando empregos sustentáveis e contribuindo para o bem-estar de comunidades locais”, disse Ellysar Baroudy, Fundo Biocarbon do Banco Mundial. “Um exemplo do impacto que esta metodologia terá em comunidades locais é o inovador mecanismo financeiro estabelecido no projeto Ankeniheny-Zahamena em Madagascar, para financiar a proteção de 370 mil hectares de reservas naturais através da venda de créditos de carbono pelo o Fundo BioCarbon do Banco Mundial”.

De acordo com Lucio Pedroni, da CDI, esta metodologia é um importante avanço para todo mundo que trabalha para reduzir o desmatamento em áreas tropicais por meio de sua abordagem robusta e amplamente aplicável. “Muitos desenvolvedores de projetos estavam esperando a aprovação desta metodologia, e finalmente eles poderão finalizar sua documentação e registrar seus projetos no VCS”, diz.

O secretário executivo do IDESAM, Mariano Cenamo, disse que a colaboração trouxe importantes benefícios para o diálogo sobre REDD. “A aprovação desta metodologia mostra que há um alto nível de conhecimento científico e técnico apoiando os projetos de REDD no mercado de carbono voluntário”, diz.

Jeff Hayward, Diretor do Rainforest Alliance, que junto com o Bureau Veritas Certification, foi responsável pelo processo de dupla-validação da metodologia, disse: “Esta é uma metodologia inovadora de alta qualidade que permitirá a projetos de REDD estabelecerem linha de base crível e monitorarem as reduções de emissão”.

Victor Salviati da FAS destacou a importância dessa metodologia para o Brasil por tudo que as áreas tropicais, em particular, sofrem devido ao desmatamento não planejado. Para Gabriel Ribenboim, também da FAS, a metodologia representa um importante marco em um longo processo que começou como o projeto de REDD no Juma em 2008, e servirá como exemplo para projetos similares na Amazônia.

Enquanto os VCS atualmente têm nove metodologias no escopo de Agricultura, Floresta e Uso do Solo (AFOLU, em Inglês) – incluindo três metodologias relacionadas a projetos de REDD – esta metodologia é mais amplamente aplicável, abrindo a porta para um crescente número de projetos de REDD como, por exemplo, da África, a qual oportunamente será considerada nas discussões de REDD+ nas negociações da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima na próxima Conferência das Partes a ser realizada em Durban, na África do Sul, em Dezembro de 2011.

26/07/2011     -   Fonte: Lead Comunicação

PARCERIA ENTRE UNIÃO E MUNICÍPIOS É FUNDAMENTAL PARA INCLUSÃO DOS CATADORES

Na semana da 14ª edição da Marcha dos Prefeitos, que ocorre entre os dias 10 a 12 de maio, em Brasília, a ministra Tereza Campello vai manifestar a preocupação do MDS com a coleta seletiva de resíduos sólidos. Em Mesquita, o mais novo município da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, mesmo antes da introdução da norma legal, a prefeitura instituiu, em 2005, o programa Coleta Seletiva Solidária e cadastrou 120 catadores de materiais recicláveis. Seis anos depois, os trabalhadores comercializam média mensal de 100 toneladas de materiais recicláveis. “A meta do projeto é que a coleta seletiva atinja 80% das residências até 2012”, informa a coordenadora do programa, Elisabete Santos. O município foi emancipado de Nova Iguaçu, há nove anos.

Elisabete destaca a parceria com o Governo Federal para o financiamento e a execução do programa. “Com investimento da Petrobras, temos hoje uma estrutura composta por galpão, prensa, balança, refeitório, almoxarifado e três caminhões”, explica. De acordo com a coordenadora, ainda no primeiro semestre serão inaugurados mais três galpões com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para viabilizar e garantir a legalidade das ações voltadas para os catadores em âmbito nacional, o Governo Federal instituiu a Lei 11.445/2007 (Lei do Saneamento) e os decretos 7.404 e 7.405, ambos de 2010. A primeira norma alterna a Lei 8.666/93 e permite a dispensa de licitação para contratar, processar e comercializar resíduos sólidos recicláveis. Utilizando esse dispositivo, o município de Araxá, em Minas Gerais, paga aos catadores R$ 85,54 por tonelada negociada.

O primeiro decreto regulamenta que o sistema de coleta seletiva de resíduos sólidos deve priorizar a participação de cooperativas e outras formas de associação de catadores. O segundo cria o Programa Pró-Catador, que amplia as possibilidades de cooperação entre a União e as administrações municipais com apoio ao desenvolvimento de novas tecnologias e abertura de linhas de crédito.

Plano – Os catadores são público-alvo do plano Brasil sem Miséria. Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, em ofício conjunto com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) enviado a todas as prefeituras, “a erradicação da extrema pobreza requer o estabelecimento de parcerias e a priorização de ações para as populações mais vulneráveis, como as famílias que sobrevivem da coleta e triagem de materiais recicláveis”, enfatiza.

 

MDS REFORMULA COMITE PARA PROMOVER A INCLUSÃO SOCIAL E ECONÔMICA DE QUEM TRABALHA COM RECICLAGEM

REFORMULADO E COM A PARTICIPAÇÃO DE 25 ÓRGÃOS PÚBLICOS, O CIISC, INSTALADO NESTA SEGUNDA-FEIRA, EM BRASÍLIA, E COORDENADO PELO MDS, VISA PROMOVER A INCLUSÃO SOCIAL E ECONÔMICA DE QUEM TRABALHA COM RECICLAGEM

 

Estamos coordenando o conjunto de ministérios nessa agenda de erradicação da extrema pobreza, ousada e generosa medida que a presidenta Dilma se impôs. E talvez a questão dos catadores seja o grande exemplo e inspiração para todos, em tudo que estamos fazendo. É possível chegar a 2014 com a erradicação da pobreza e casando o social e o ambiental.” Com essas palavras, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, abriu a reunião de instalação do Comite Interministerial de Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ciisc).

O evento ocorreu durante toda esta segunda-feira (14), em Brasília, e visa também construir um plano de ação e apresentar os novos representantes para este ano. Agora, o Ciisc passa a funcionar de acordo com o Decreto 7.405, de 2010, que determina que o MDS e o Ministério do Meio Ambiente serão os coordenadores do comitê.

A ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, também participou da abertura da reunião e destacou a importância da nova instituição do Ciisc. “O gestor público deve se responsabilizar por essas ações. O lixo tem valor econômico, valor social e também fantástico valor ambiental”, argumentou.

Reestruturado em dezembro de 2010, o comitê vai integrar novos parceiros, instituições públicas e federais e ministérios, para potencializar as ações de inclusão dos catadores. Os representantes dos 16 ministérios e das nove instituições ligadas ao Governo Federal – que tomaram posse hoje – receberam a tarefa de trabalhar na mobilização do poder público para a efetiva implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Instituída pela Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010, a política reúne princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações a serem adotados pela União, isoladamente, ou em parceria com Estados, o Distrito Federal, municípios e particulares, visando à gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado do lixo.

Durante a reunião, a ministra Tereza Campelo enfatizou a necessidade do esforço conjunto. “Essa é uma ação transversal que envolve todos os setores.”

Reconhecimento – Sentado ao lado das ministras, o representante do Movimento Nacional dos Catadores, Alexandre Cardoso, expressava a satisfação em ser reconhecido como protagonista dessa mudança. “Desde 2003, quando o comitê foi criado, o MDS é um ministério que nos dá voz e oportunidade. Conseguimos enxergar que somos importantes e passamos a acreditar na mudança. O desafio está lançado, agora, com esse novo comitê”, agradecia.

Jaira Puppim, coordenadora do Ciisc, lembrou que, com a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, o poder público incentivará as atividades de cooperativas e associações de catadores e entidades de reciclagem, por meio de linhas de financiamento. Outro avanço: as embalagens de produtos fabricados em território nacional passarão a ser confeccionadas com materiais que propiciem reutilização ou reciclagem, para viabilizar ainda mais os profissionais de coleta seletiva e reciclagem.

O MDS apresenta diversas ações direcionadas à consolidação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, inclusive integrando o Ciisc. Entre suas atribuições, está a identificação das necessidades e o desenvolvimento de ações que promovam a emancipação social e financeira dos catadores. A secretaria executiva é o braço administrativo do comitê e fisicamente se localiza na Secretaria de Articulação para Inclusão Produtiva do MDS. O comitê monitora os investimentos federais para catadores e o MDS investe na capacitação de lideranças de catadores.

Serviço
Instalação do Comitê Interministerial de Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Recicláveis

Local: Auditório do Bloco A da Esplanada dos Ministérios
Data: 14/2/2011

Acesse o boletim: Ministérios vão contribuir para inclusão social e econômica dos catadores de materiais recicláveis

Fernanda Ribeiro de Souza
Ascom/MDS
3433-1021
www.mds.gov.br/saladeimprensa

 

23 de jul. de 2011

DESTINO INADEQUADO DO LIXO DOMÉSTICO

Prefeitura de São Bernardo na contra mão da história. Enquanto Governo Federal prega a reciclagem, prefeitura de São Bernardo quer queimar o lixo e provocar doenças

 

Catadores de material reciclável e ambientalistas do ABC protestam contra incineradora de lixo em São Bernardo, verdadeira fábrica de doenças

 

A Rua Marechal Deodoro assistiu manifestação contra usina incineradora de lixo que provoca câncer. Composição do lixo brasileiro (úmido demais) emite gases tóxicos como dioxinas e furanos e provoca câncer num raio de 10 km

 

A maior umidade presente no lixo brasileiro proporciona a emissão de poluentes como dióxido de carbono e ozônio na baixa atmosfera e aumenta a incidência de câncer num raio de 10 km da usina incineradora, de acordo com pesquisa científica realizada pelo Departamento de Epidemiologia, Serviço Regional de Saúde Região do Lazio, da Itália, e da Divisão de Epidemiologia, Saúde Pública e Atenção Primária do Colégio Imperial, de Londres. Algumas regiões tem baixa capacidade de dispersão atmosférica devido a sua formação geológica.

 

E mais: a última aferição do ar realizado pela CETESB, em junho de 2010, indicou que a qualidade do ar está no nível saturada sério, ou seja, com índices de toxinas no ar acima dos níveis exigidos.

 

Por falta de mercado na Europa fabricantes empurram usinas para países do 3º Mundo onde a corrupção prospera movimentos ambientalistas internacionais alertam para as ações das empresas fabricantes de equipamentos de incineração de lixo dirigidas aos mercados da América Latina e África, face às dificuldades cada vez maiores que encontram nos mercados europeus. As populações da Inglaterra e da Holanda, por exemplo, não admitem mais a ampliação destas matrizes energéticas. Os países que optaram por incineração do lixo são em geral países com pouco espaço de aterros e grande porcentagem de resíduos não orgânicos, de difícil compactação e redução de volume. A opção pelos incineradores é regional porque uma única cidade dificilmente produziria o volume de lixo necessário para manter a temperatura de um incinerador deste tipo, que é de no mínimo de 300 toneladas dia [de lixo], afirmou Delma Vidal, pesquisadora do ITA sobre tecnologias para aterros sanitários e membro do COMAM.

 

Para o ambientalista Vicente Cioffi, há claramente um lobby que vem avançando para a viabilização destas matrizes energéticas poluidoras que já foram rejeitadas no primeiro mundo.

Em suma, as termelétricas alimentadas tanto por gás natural quanto por lixo representam riscos para a saúde da população.

 

No caso das usinas alimentadas por queima de lixo, elas emitem gases tóxicos como dioxinas e furanos, considerada até mais prejudiciais do que o urânio e o plutônio, caso haja variações na temperatura do forno. É inadmissível falta de transparência e de debate em relação a assunto tão sério.

 

Gestores públicos são papagaios de pirata

 

Quando questionados alguns gestores públicos sem o mínimo conhecimento só abrem a boca para falar besteira, como: Em nossa cidade a nossa administração fiscalizará a chaminé do incinerador 24 horas por dia

 

O maior absurdo é que alguns porta vozes governamentais estão na administração pública quando muito há 2 anos e meio e isso não os qualificam para uma opinião séria.

 

Catadores de material reciclável protestam contra incineradora em São Bernardo

 

São Paulo â€" Integrantes do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, fizeram hoje (21) uma manifestação na Praça da Matriz da cidade e protocolaram uma ação no fórum municipal por causa da intenção da prefeitura de instalar um incinerador de lixo no município. De acordo com representantes dos manifestantes, na cidade há duas cooperativas que empregam 85 pessoas que se beneficiam da coleta seletiva.

Segundo uma das catadoras e membro da equipe de articulação do movimento em São Bernardo do Campo, Maria Mônica da Silva, o incinerador vai causar problemas de poluição para o ambiente da região. Nós somos contra isso porque agride o meio ambiente. Queimando os resíduos terão que extrair novos recursos naturais para produzir mais matéria-prima. Se não cuidarmos do planeta agora não sabemos como vai ficar daqui a anos.

Além do impacto ambiental, Mônica da Silva também destacou os prejuízos sociais com a medida, principalmente com o futuro dos catadores, que com o incinerador não terão como coletar e vender o material reciclável. Os catadores já fazem parte da sociedade. Com o incinerador serão eliminados postos de trabalho que a reciclagem gera. Nós geramos e movemos a economia local. Colocamos essa pessoas de volta à sociedade. Se tem queima de resíduos, diminui bastante a quantidade de trabalhadores.

A prefeitura de São Bernardo do Campo foi procurada para explicar o projeto, mas até o fechamento da matéria não havia respondido à Agência Brasil.

 

Fonte: Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil - 21/07/2011

22 de jul. de 2011

Mercados de carbono cresceram 3% no início de 2011

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A retração de 5% nos volumes negociados se deve principalmente aos volumes menores de permissões de emissão
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Estudo relaciona disposição de ambientes urbanos e poluição

Mesmo com o avanço na tecnologia de supressão da emissão de gases ainda existem, em países como o Brasil, um grande número de carros antigos que continuam a poluir muito as cidades. Por esse motivo, acredita que “estudar a dispersão dos poluentes é uma questão importante”.

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Financiamento da energia elétrica

omo criar condições para que haja recursos para continuar a expansão do setor - basicamente na geração e transmissão - em totais beirando os US$ 46 bilhões em dez anos, dos quais cerca de US$ 4 bilhões/ano destinados aos programas hidrelétricos
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Vale e Petrobras acertam megaprojeto de potássio

A Vale e a Petrobras estão em entendimentos finais para destravar a instalação de um megaprojeto de fertilizantes em Sergipe, avaliado em até US$ 4 bilhões.

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A logística do lixo

De todos os problemas que mais afligem o meio urbano no Brasil, o lixo desponta entre os itens prioritários na agenda municipal e ganha status como fonte de negócios
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21 de jul. de 2011

OS NOVOS RUMOS DA CERTIFICAÇÃO FLORESTAL FSC

Terminou na última sexta-feira, em Kota Kinabalu, Malásia, a 6.ª assembleia-geral do FSC. Evento que ocorre a cada três anos, traça os rumos do sistema de certificação florestal mais reconhecido e de maior inserção de mercado do mundo. Em um sistema democrático de tomada de decisões, a assembleia do FSC reconhece e respeita os interesses dos três principais setores envolvidos com a questão florestal: os ambientalistas, as empresas e os movimentos sociais.

Este ano a assembleia teve uma missão singular: avaliar o gigantesco crescimento do FSC no mercado nos últimos anos e definir as medidas necessárias para garantir que esse crescimento não afete a sua credibilidade no médio e longo prazos. Este crescimento nos últimos cinco anos se deu em função da permissão de se misturar materiais certificados com não certificados, para a fabricação de produtos mistos, o que possibilitou um grande crescimento de produtos FSC no mercado internacional. Os materiais não certificados devem seguir as normas de madeira controlada, que visam garantir que a madeira não é ilegal e não vem de áreas de desmatamento.

Em Kota Kinabalu, este sistema foi colocado em xeque especialmente pelas ONGs ambientalistas, que questionaram fortemente o quanto o FSC tinha realmente o controle sobre a madeira nesses casos, apontando falhas no sistema que, se não resolvidas, representariam um forte risco à credibilidade do FSC no longo prazo. Após dias e dias de intensa discussão, os membros do FSC aprovaram uma moção que representa uma correção de rumo no sistema de madeira controlada. Se bem implementada, esta moção certamente fortalecerá o FSC, fortalecendo sua imagem no mercado de produtos florestais.

Além deste tema, outros assuntos marcaram a discussão na assembleia-geral do FSC, entre eles a questão do uso de biotecnologia e transgênicos em florestas certificadas, algo que não é permitido pelo FSC. Mesmo após muita discussão e insistência por parte de empresas florestais, os membros do FSC decidiram por não reabrir o diálogo sobre transgenia em florestas certificadas. O acesso à certificação por parte de pequenos produtores e comunidades florestais também foi um tema de grande relevância durante a semana passada.

Foi aprovada uma moção para que o FSC invista energia e recursos nos próximos três anos para criar condições que ampliem o acesso e a certificação de pequenas florestas e comunidades extrativistas.

Mais do que as 26 moções que foram aprovadas e que definem os rumos do FSC para os próximos anos, o principal resultado da assembleia-geral é o próprio fortalecimento do sistema. Os membros que participaram – representantes das maiores ONGs ambientalistas, das principais empresas do setor florestal, e de movimentos sociais de todo o mundo – saem de Kota Kinabalu com um sentimento de missão cumprida. Como as decisões são tomadas por consenso, no FSC não existem vitoriosos ou derrotados. Todos os que participaram são co-responsáveis pelos resultados alcançados e, portanto, se sentem parte do sistema. Isso fortalece o FSC, garantindo a continuidade do sistema de certificação florestal de maior credibilidade do mundo.

Fonte: -   Fonte: Amazonia.org -  (*)Maurício de Almeida Voivodic é engenheiro florestal, mestre em ciência ambiental pela Universidade de São Paulo, é secretário-executivo do Imaflora

20 de jul. de 2011

ESTRE AMBIENTAL ADQUIRE EQUIPAMENTO PARA PROCESSAR MIL TONELADAS DE LIXO POR DIA.

O sistema é pioneiro na América Latina e produz 500 toneladas de combustível que não agride o meio ambiente.

 

Tiranossauro. Isso mesmo, o "rei dos répteis tiranos", como define o dicionário. Uma espécie de dinossauro carnívoro, que andava em dois pés e vivia há milênios na América do Norte. Esse é o nome do equipamento comprado da Finlândia pela Estre Ambiental (com sede em Paulínia), o primeiro da América Latina para triturar lixo e transformá-lo em combustível derivado de resíduo (CDR), de alto poder calorífico e que não agride o meio ambiente.

 

Uma possível solução para as 230 mil toneladas de resíduos sólidos que o Brasil produz diariamente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Quando soube que operaria tal máquina, o mineiro Lúcio Marcos de Souza, 39 anos, nascido em Três Corações e morador em Paulínia há mais de uma década, imaginou: "Deve de ser um bicho que eles vão por aqui para comer o lixo."

 

Não era. Tratava-se de uma máquina de 40 metros de largura, com trituradores gigantes, capaz de processar mil toneladas de lixo por dia e produzir 500 toneladas de CDR. "Quando vi a bicha deu até arrepio", afirmou Souza.

 

A "bicha" a que se referiu o funcionário custou R$ 33 milhões e foi custeada em parte com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Acaba de receber licença da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb) para operar. Está instalada num galpão de 6.200 metros quadrados e vai processar, inicialmente, um quinto das cinco mil toneladas diárias de lixo da região metropolitana de Campinas que a empresa recebe em seus aterros. A previsão é que, em três anos, a totalidade desse lixo esteja sendo "triturada" em outros tiranossauros que a empresa vai adquirir .

 

Em Sã Paulo A cidade de São Paulo precisa de dez tiranossauros para "comer" as dez mil toneladas de lixo produzidas diariamente.

 

Apesar do nome assustador, o processo de funcionamento da máquina é relativamente simples. Os sacos plásticos com resíduos domiciliares entram nas esteiras e são tratados por ordem de materiais.

 

Depois da primeira trituração, são separados numa peneira de 18 metros todos os elementos de origem orgânica, que representam a metade de todo lixo processado. Esse material orgânico vai para as caçambas e retorna aos aterros sanitários.

 

Fonte: http://www.odiariodeminas.com.br/portal/index.php/categorias-artigos/item/1114-estre-ambiental-adquire-equipamento-para-processar-mil-toneladas-de-lixo-por-dia