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15 de ago. de 2011

DOCUMENTOS E RELATÓRIOS RELEVANTES PARA PESQUISA SOBRE BALANÇO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA, MUDANÇAS CLIMÁTICAS E MERCADOS DE CARBONO

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Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2011

A Agência Nacional de Águas (ANA) divulgou, na semana passada, o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2011, que traz um panorama mais atualizado da água no país em vários aspectos, como: disponibilidade hídrica, qualidade da água e gestão de recursos hídricos


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Estudo sobre Padrões Internacionais de conexão a rede para geração distribuída de pequena escala

Publicação traz comparação dos padrões internacionais para a interconexão de pequenas unidades de geração distribuída à rede pública de diferentes países europeus (Alemanha, Itália e Espanha) e os Estados Unidos


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Riscos das Mudanças Climáticas no Brasil

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Met Office Hadley Centre (MOHC) publicam estudo sobre os impactos climáticas no país. Documento é resultado de três anos de trabalho de pesquisadores do Reino Unido e do Brasil, com financiamento da Embaixada Britânica

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Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis

Publicado pela EPE em 2009, documento estabelece regras para a viabilização econômica e financeira da produção de energia eólica de acordo com a regulação do setor de eletricidade

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Recursos Hídricos em regiões áridas e semiáridas

 

Livro reúne artigos de especialistas de instituições de ensino e pesquisa do país e do exterior com vasta experiência no estudo e desenvolvimento de tecnologias para a solução de problemas envolvendo aspectos hídricos


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Oportunidades de Eficiência Energética para a Indústria

 

Elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Eletrobras/Procel, trabalho reúne uma série de relatórios com o raio-x do uso da energia elétrica de uma série de setores industriais


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Matriz Energética do Estado de São Paulo – 2035

 

elatório, dividido nos módulos economia; tecnologia e eficiência; e oferta e autoprodução de energia, reúne projeção sobre consumo de energéticos, cobrindo horizonte de 2005 a 2035


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Potencialidades del hidrógeno como vector de energía en iberoamérica

 

 

Com artigos de pesquisadores do Brasil, Espanha e Argentina que integram Rede de Hidrogênio, livro mostra panorama e oportunidades para usa desta alternativa energética


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Clean Energy – Progress Report

Publicação divulgada pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) traça panorama da evolução das tecnologias limpas de geração de energia na matriz mundial

 

9 de ago. de 2011

UNFCCC LANÇA NEWSLETTER COM AVANÇOS NO SETOR DO CLIMA

Christiana Figueres, secretária executiva da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas, faz balanço do que já foi e do que ainda precisa ser feito para atingir os Acordos de Cancún e para que a COP de Durban tenha êxito

 

“Com a primeira metade do ano ficando para trás, essa é uma boa hora pra fazermos um balanço sobre onde estamos para cumprir os Acordos de Cancún”. A menos de quatro meses do início da COP 17, a sugestão de Christiana Figueres, secretária executiva da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), vem realmente em boa hora.

Por isso, a UNFCCC lançou neste mês uma newsletter que aponta os principais progressos feitos no primeiro semestre de 2011 para que os Acordos de Cancún sejam cumpridos, e que também indica o que ainda falta fazer neste âmbito. “Olhando para trás, houve progresso, incluindo a sessão de junho em Bonn [na Alemanha]. Devemos agora nos focar no que ainda precisamos realizar para fazer da COP 17 de Durban [na África do Sul] um sucesso”, declarou Figueres.

Além do balanço feito pela secretária executiva da UNFCCC, no qual ela apresenta os principais fatos das negociações climáticas da primeira metade deste ano, a newsletter enfoca algumas das principais ações realizadas ou iniciadas no último semestre na esfera da mitigação das mudanças climáticas.

Alguns dos empreendimentos enfocados pela newsletter são projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) que, em países emergentes como o Peru, a África do Sul e a Nigéria, têm contribuído não só para a mitigação das emissões de CO2, mas também para a criação de empregos, no combate à pobreza e na melhoria de condições e relações sociais e culturais, sobretudo em pequenas comunidades.

“Um aspecto notável desse projeto é a capacidade de congregar comunidades diferentes, realizando apresentações conjuntas de operações de fornos para todas as crenças, tanto nas igrejas quanto nos salões religiosos muçulmanos”, comentou um dos participantes do projeto da Nigéria, que consiste na distribuição de mais de 12 mil fornos eficientes.

“O projeto trouxe habilidades e empregos para os jovens. Eles não ficam mais à toa nas esquinas das ruas. O projeto trouxe dignidade para a comunidade”, declarou um participante do projeto sul-africano, cuja instalação de aquecedores solares, isolamentos térmicos e iluminação eficiente não só ajudou a reduzir as emissões de CO2 como também criou novos empregos para os habitantes da região.

Na seção ‘Coluna do Convidado’, a newsletter apresenta um vídeo de Harry Verhaar, diretor de energia e mudanças climáticas da Philips Lighting, falando sobre a redução no consumo de energia e de custos com o uso de novas tecnologias de iluminação. De acordo com Verhaar, 19% da eletricidade gerada no mundo é utilizada para a iluminação, mas desta energia, cerca de 66% é ineficiente.

O diretor da Philips Lighting afirma que com a aplicação de novas tecnologias de iluminação, como lâmpadas fluorescentes e de LED, a economia de energia no mundo poderia chegar a 80%, o que corresponde a poupar cerca de US$ 180 bilhões, ou 670 milhões de toneladas de carbono. Segundo Verhaar, essa redução poderia evitar também a construção de novas usinas de energia, e indiretamente melhorar a qualidade de vida e a produtividade das pessoas.

A newsletter também destaca notícias, descobertas e discussões recentes de ações de mitigação, de adaptação, financeiras e tecnológicas. Uma delas é a respeito dos projetos aprovados em junho para serem financiados pelo Fundo de Adaptação.

Os projetos das Maldivas, da Mongólia e do Turcomenistão, que são respectivamente, um programa de manejo de recursos hídricos, um de manejo de serviços ecossistêmicos e um de manejo de água em sistemas agrícolas, serão implementados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Outra notícia enfatizada foi o lançamento de um novo portal de informação sobre Acordos Multilaterais Ambientais (MEAs em inglês), chamado de InforMEA. O site apresenta notícias, calendários, eventos e, futuramente, relatórios e planos de implementação de MEAs. O portal é apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

“Com o lançamento do InforMEA a comunidade ambiental mundial teve um grande avanço no acesso a informações mais transparentes e aplicáveis para a resolução dos desafios complexos que enfrentamos na Era da Informação”, salientou Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do PNUMA.

Outro destaque é o lançamento de um relatório, coordenado pelo PNUMA e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que defende que a restrição na emissão de carbono negro e outros poluentes ajudaria não só a mitigar as mudanças climáticas, mas também contribuiria para a saúde e a segurança alimentar.

“A maior parte da atenção está focada na redução do principal gás do efeito estufa, o CO2, para combater as mudanças climáticas. No entanto, nos últimos anos, tem ficado claro que uma série de outros poluentes, como o carbono negro e ozônio troposférico, estão agravando o desafio”, explicou Michel Jarraud, secretário-geral da OMM.

“Esse relatório ressalta a necessidade de uma base de observação e esforços de pesquisa mais sólidos para aumentar a compreensão científica de todos esses outros poluentes no sistema das mudanças climáticas”, acrescentou Jarraud.

A newsletter destaca ainda o lançamento de uma análise sobre novas tecnologias para evitar prejuízos ecológicos. De acordo com o documento, nos próximos 40 anos, serão necessários US$ 1,9 trilhão para investimentos em tecnologias verdes, e pelo menos US$ 1,1 trilhão para o desenvolvimento de tecnologias verdes para alcançar a demanda de alimentos e energia em países emergentes.

Para Rob Vos, diretor da Divisão de Política de Desenvolvimento e Análise da ONU e principal autor do relatório, “sem melhorias e difusão drásticas de tecnologias verdes, não reverteremos a atual destruição ecológica e da subsistência digna para toda a humanidade”.

¿CHOQUE DE POLÍTICAS? EL NUEVO CÓDIGO FORESTAL PODRÍA SABOTEAR EL PROGRESO DE BRASIL CON REDD

BOGOR, Indonesia (4 agosto, 2011)_ Los esfuerzos de Brasil para impulsar actividades de REDD+ con el desarrollo de una estrategia nacional de REDD+ podrían verse afectados por los cambios propuestos a la Ley Forestal, la que podría retrasar reformas de políticas y una nueva legislación necesaria para frenar la deforestación en el Amazonas, señala un reciente estudio de CIFOR que será publicado este mes.

“Después de un silencio de seis meses desde Copenhague, Brasil ha iniciado finalmente discusiones sobre los mecanismos institucionales y de beneficios compartidos de REDD; Sin embargo, si el nuevo Código Forestal se pone en marcha, obstaculizará varias de estas reformas”, dijo Maria Fernanda Gebara, científica de CIFOR y co-autora del nuevo estudio.

Se teme que un choque de reformas políticas sea inevitable, teniendo por un lado iniciativas de REDD+ dirigidas a compensar a países por proteger sus bosques, mientras que, por el otro, los cambios propuestos al Código Forestal – principal ley de Brasil que protege los bosques –impondrían menos restricciones sobre la cantidad de bosques que un propietario podría talar legalmente.

Los hallazgos son sólo algunos de los retos que destacan en la actualización 2011 del estudio The context of REDD+ in Brazil: drivers, agents, and institutions (2010) , que examina estrategias nacionales y políticas en el contexto de Reducción de Emisiones por Deforestación y Degradación, o esquemas de REDD+.

Maria Fernanda Gebara conversa con CIFOR sobre el perfil de Brasil, los pasos considerados para seguir adelante con actividades de REDD+, así como los retos que traen los cambios propuestos al Código Forestal.

¿Qué ha cambiado en Brasil desde el último perfil?

Desde el último perfil de país, el principal cambio en Brasil ha sido la aprobación del Código Forestal por la Cámara de Diputados (bajo el Congreso Nacional). La Cámara pasó un proyecto de ley que consiste, esencialmente, en suavizar las provisiones del Código sobre áreas protegidas permanentes, requisitos y sanciones para la restauración de reservas legales, que podrían tener importantes consecuencias para las actividades de REDD+.

El proyecto de ley aún tiene que ser aprobado por el Senado, donde esperamos que algunas de las propuestas más perjudiciales sean removidas antes de su aprobación. Otro cambio importante es el desarrollo de una estrategia nacional de REDD+, que será presentada en la cuarta Cumbre de la Tierra a ser realizada en Río de Janeiro el próximo año. Se espera que la comisión formada para desarrollar la estrategia adopte un enfoque “desde las bases”, dando voz a las ONGs y a la sociedad civil, quienes hasta ahora han encabezado el movimiento REDD+.

¿Qué progresos ha hecho Brasil en su preparación para REDD+?

Está en marcha un gran esfuerzo para desarrollar la estrategia REDD+ a nivel federal. La Secretaría de Cambio Climático (bajo el Ministerio del Ambiente) acaba de crear una comisión que se enfocará en el desarrollo de una estrategia nacional de REDD+.

Además, grupos de trabajo que incluyen al gobierno, organizaciones de la sociedad civil, movimientos sociales, institutos de investigación y el sector privado, se han instalado para examinar posibles opciones para el financiamiento de REDD+, mecanismos de beneficios compartidos y arreglos institucionales en Brasil. También, una propuesta conjunta del Instituto Ambiental del Amazonas (IPAM) y la Secretaría de Asuntos Estratégicos (SAE) acaba de ser publicada, analizando diferentes modelos para la implementación de REDD+ en Brasil.

Otra importante noticia es que se ha creado el Fondo Nacional para el Cambio Climático, el que, entre otras acciones, financiará acciones de las organizaciones de la sociedad civil. Cerca de 230 millones de reales (aproximadamente 150 millones de dólares) se han destinado al fondo para atacar la deforestación en el Cerrado, antes que en el Amazonas. Esta es una zona crítica que tiene tasas de deforestación mayores que las del Amazonas, aunque ha recibido menor atención.

El Código Forestal ha dominado los discursos en Brasil. ¿Cuál es el estatus actual del proyecto de ley?

El proyecto de ley del Código Forestal fue recientemente aprobado por el Congreso Nacional, sin embargo, ha habido mucha controversia sobre cambios de último minuto que fueron introducidos, cambios que tendrían mayor impacto en la política de uso de tierras en Brasil y las tasas de deforestación dentro del Amazonas.

Esto incluye una amnistía a los terratenientes que han deforestado previamente, permisos para la crianza de ganado y agricultura en áreas protegidas y la disminución de la cantidad de bosque que los propietarios de tierras están obligados a proteger (de 80 a 50 por ciento). Varios medios de comunicación han acusado a los diputados del Congreso de haber sido “comprados” por el sector de negocios agrícolas por haber votado a favor de estos cambios, y todo el proceso ha sido denunciado como corrupto. El código aún tiene que ser aprobado y votado por el Senado que, se espera, será una oportunidad para revocar algunas de estas decisiones.

¿Qué impactos tendrá el Código Forestal en la deforestación?

El Código Forestal ya está teniendo grandes impactos en la deforestación. Debido a la poca certeza alrededor de estos arreglos del proyecto de ley, las tasas de deforestación se han incrementado en muchos estados desde principios del 2011. En abril del 2010 el total de área deforestada en Mato Grosso era de 38km², para abril del 2011 se había incrementado en 537%, a 243km² (Imazon, 2011).

El hecho de que el proyecto de ley podría dar amnistía a personas que han deforestado por años significa que hay pocos incentivos para detener la deforestación. Además de ello, la posibilidad de que actividades agropecuarias puedan ser autorizadas en áreas protegidas significa que los terratenientes ya han comenzado con esas actividades.

¿Qué implicaciones tendrá el Código Forestal para REDD?

El objetivo de REDD+ consiste en ser un incentivo para que las personas no talen los bosques y para compensar a aquellos que los mantienen en pie. Los cambios al Código Forestal parecen contradecir los objetivos de REDD+. Sin castigos o sanciones, no hay incentivos para que aquellos que han deforestado ilegalmente por años detengan sus actividades, mientras que, por otro lado, las personas que han cumplido con la ley y han mantenido los bosques intactos no reciben ninguna recompensa o reconocimiento.

Desde un punto de vista de equidad, esto es completamente injusto. Si el Código Forestal sigue adelante como está, tendrá consecuencias negativas para la efectividad de la implementación de REDD+ en el campo. Tiene que haber un proceso de aplicación estricta y transparente de la ley, que incentive a aquellos que han protegido los bosques y no a los terratenientes responsables de los elevados niveles de deforestación.

Futher Reading

The context of REDD+ in Brazil: drivers, agents, and institutions (2010 version)

REDD+ politics in the media: A case study from Brazil

Que levante la mano el verdadero propietario: Confusión en la tenencia de tierras pone en peligro REDD+ en Brasil

8 de ago. de 2011

GASES-ESTUFA SECUNDÁRIOS SÃO NEGLIGENCIADOS NO AQUECIMENTO GLOBAL

GASES-ESTUFA SECUNDÁRIOS SÃO NEGLIGENCIADOS NO AQUECIMENTO GLOBAL (Folha de S. Paulo )

Os poluentes tidos como coadjuvantes no aquecimento global não têm papel tão irrelevante quanto se pensava. O corte de emissão de gases como metano e óxido nitroso faria diferença no combate à mudança climática, dizem cientistas americanos.

 

Um estudo da Noaa (Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA) aponta que é possível reduzir o potencial de aquecimento dos gases de efeito estufa em 19% atacando essas substâncias.

 

Esse seria o benefício caso fossem incluídas junto com o dióxido de carbono (CO2), o vilão protagonista do aquecimento global, num acordo para redução de emissões.

 

Historicamente, o metano, o óxido nitroso e outros gases-estufa têm ficado de fora de acordos como o Protocolo de Kyoto, que combate o aquecimento global.

 

Razões para isso eram tanto o papel menor dessas substâncias frente ao CO2 quanto a complexidade política de incluí-las nas negociações.

 

REVISÃO

 

A Noaa, porém, após fazer extensa revisão de pesquisas sobre o tema, sugere que os gases-estufa secundários podem facilitar as negociações em vez de atravancá-las, porque permitiriam uma folga no cronograma da redução de emissões.

 

Segundo os cientistas, como a vida útil do metano e do óxido nitroso na atmosfera é menor que a do dióxido de carbono, a inclusão desses gases nos acordos de corte traria um efeito mais rápido de redução de temperatura.

 

Os cientistas explicam isso em termos de forçante radiativa, ou seja, a diferença entre a quantidade de energia que entra na atmosfera e a que sai dela.

 

O trabalho indica que a inclusão dos gases secundários numa política de corte de 80% para todos os gases-estufa reduziria a forçante radiativa dos gases-estufa emitidos em atividades humanas de 3,2 watt por metro quadrado para 2,6. Isso equivaleria a ter 0,5ºC a menos de aumento de temperatura no fim deste século, calcula-se.

 

Pode parecer pouco, mas é uma boa fatia de redução, quando se leva em conta que a ONU estabeleceu como 2ºC o limite do aumento de temperatura considerado perigoso para a Terra.

 

Como fazer isso, porém, é uma pergunta que ninguém sabe responder. Um alvo óbvio seria a agropecuária, que emite metano na produção de animais, arroz e outras commodities. O uso de fertilizantes também é responsável pela emissão de óxido nítrico.

 

Esse é um bom alvo, mas as reduções de emissão de metano do setor de combustíveis fósseis também são, disse à Folha Ed Dlugokencky, um dos autores do estudo. Reduzir vazamento durante a transmissão e distribuição de de gás natural, por exemplo, é algo que teria um custo-benefício muito bom.

4 de ago. de 2011

NOTICIAS MDL E OUTRAS -

O MERCADO DE CARBONO ENTRE 25 DE JULHO DE 01 DE AGOSTO (Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais)

Após uma pequena reação nos preços do carbono na Europa há duas semanas, os temores econômicos, tanto no bloco europeu quanto nos Estados Unidos, abateram novamente o mercado. As permissões de emissão (EUAs, em inglês) para dezembro de 2011 fecharam a sexta-feira (29) em € 12,23/t, caindo 5% em relação à semana anterior.

As Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) dez11 caíram 7,8% se estabelecendo em € 9,22 pressionadas também pela emissão de quatro milhões de unidades pelo Comitê Executivo do MDL. (Mais...)

 

POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS COMPLETA UM ANO MAS LOGÍSTICA REVERSA AINDA NÃO É REALIDADE (Fonte: Agência Brasil)

Sancionada há um ano, no dia 2 de agosto de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos mudou a maneira como o governo, em suas três esferas, empresas e cidadãos devem encarar a destinação do lixo. Um dos principais pontos diz respeito à logística reversa, que traz para os vendedores e fabricantes parte da responsabilidade no descarte dos resíduos dos produtos (Mais...)

 

EVENTOS

 

02 EVENTOS DE GRANDE IMPORTANCIA PARA A RECICLAGEM REVERSA PROMOVIDOS PELA UNASER E SINDIECO

 

É pensando no meio ambiente que nos dias 10 e 11 de agosto a UNASER - União Nacional dos Sindicatos e Associações das Empresas de Reciclagem, o SINDIECO - Sindicato da Empresas de Reciclagem do Rio de Janeiro e a ARERJ - Associação dos Recicladores do Rio de Janeiro tem o prazer de lhe convidar para participar dos eventos que irão lhe contextualizar sobre a RECICLAGEM & SUSTENTABILIDADE no Brasil e, de brinde, você ainda terá a oportunidade de visitar a cidade mais maravilhosa e naturalmente sustentável do mundo. Venha para o Rio!

 

Informações e inscrições:

3o. Seminário Sindieco/Arerj e IMA/UFRJ - www.sindieco.org.br/seminario

E-mail: seminario@sindieco.org.br - Telefone: (21) 2671-7639

1o. Encontro Nacional de Empresários da Reciclagem - www.unaser.org.br/encontro

E-mail: encontro@unaser.org.br - Telefone: (21) 2671-7639

 

LANÇAMENTO DO FILME " O VENENO ESTÁ NA MESA",DE SILVIO TENDLER SOBRE OS AGROTÓXICOS EM NOSSOS ALIMENTOS

 

Fonte: Aline Scarso, do Brasil de Fato

"O brasileiro está comendo veneno". Estas são as palavras de Silvio Tendler, que é um especialista em documentar a história brasileira. Já o fez apartir de João Goulart, Juscelino Kubitschek,Carlos Mariguela, Milton Santos, Glauber Rocha e outros nomes importantes. Em seu último documentário, Silvio não define nenhum personagem em particular, mas dá o alerta para uma grave questão que atualmente afeta a vida e a saúde dos brasileiros: o envenenamento a partir dos alimentos.

 

2 de ago. de 2011

COMITÊ EXECUTIVO DO PROTOCOLO DE MONTREAL APROVOU O REPASSE DE US$ 19,5 MILHÕES PARA INICIAR A EXECUÇÃO DO PROGRAMA BRASILEIRO DE ELIMINAÇÃO DE HCFC

Aprovado us$ 19,5 milhões para o brasil

depois de longa negociação, o comitê executivo do protocolo de montreal aprovou o repasse de us$ 19,597.166 para iniciar a execução do programa brasileiro de eliminação de hidroclorofluorcarbonos (hcfcs) - composto que traz prejuízos à camada de ozônio. (leia mais...)

 

Pequenos agricultores entram no mercado de carbono (ENVOLVERDE)

No México, um projeto envolvendo o pagamento para prop rietários rurais obtém a validação sob padrões internacionais e revela um caminho que pode ser seguido para a obtenção de créditos de carbono através da conservação - Leia mais

 

EUA fortalece oposição à entrada da aviação no EU ETS (ENVOLVERDE)

Congresso norte-americano apresentou projeto de lei para impedir que companhias aéreas do país sejam obrigadas a participar do mercado de carbono europeu, que deve começar a cobrar pelas emissões de CO2 do setor a partir de 2012  - Leia mais

 

Cidade do México comemora resultados do Plano Verde

Apostando em melhorias nos transportes públicos, eficiência energética, conservação dos recursos hídricos, destinação dos resíduos e reflorestamento, a capital mexicana reduziu suas emissões em 5,7 milhões d e toneladas métricas  - Leia mais

 

 

1 de ago. de 2011

PROJETO ANGOLA "LNG" PODE GERAR US$ 180 MILHÕES COM CRÉDITO DE CARBONO

“Uma tonelada de carbono está a ser comercializada a 10 euros, isto é 14 dólares, então estamos a falar de um benefício anual de 180 milhões”

Luanda - O projeto Angola “LNG”, instalado no município do Soyo, província do Zaire, no norte do país, poderá “render” anualmente US$ 180 milhões de dólares, com rentabilidade da venda do chamado “credito de carbono”, afirmou, sexta-feira, em Luanda, o chefe da missão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Jorge Moreira da Silva.

Em declarações à imprensa no final da palestra sobre “Políticas Ambientais e Mecanismos de Financiamento para Projetos de Carbono” dirigido à sociedade civil, disse que o referido projeto vai permitir a redução de emissões de gases de efeito de estufa, em 13 milhões de toneladas de dióxido de carbono, por ano.

“Uma tonelada de carbono está a ser comercializada a 10 euros, isto é 14 dólares, então estamos a falar de um benefício anual de 180 milhões”, afirmou Jorge Moreira da Silva.

O projeto, que ainda aguarda pela sua aprovação, por parte das Nações Unidas, arranca em 2012 e vai permitir que os gases que forem produzidos durante a prospecção do petróleo e gás sejam capturados e levados a uma fábrica para a sua purificação ou liquefeitos.

Posteriormente serão colocados em recipientes adequados e exportados aos países interessados em navios.

De acordo com informações obtidas pela missão do PNUD em Angola a quando da sua visita àquele projeto no Soyo, vários países, incluindo os Estados Unidos, já manifestaram o interesse de comprar esse gás, que poderá ser utilizado para fins diversos, como de eletricidade e consumo domésticos.

“Esses gases serão produzidos durante a prospecção do petróleo e gás. Na saída desses pelas chaminés das plataformas petrolíferas e ao serem queimados emitem gases com efeitos de estufa, que são negativos para o ambiente, assim o projeto Angola “LNG vai capturar esses gases leva-los para a fábrica, onde são purificados e colocados em navios para a sua exportação”, explicou o chefe da missão do PNUD em Angola.

Para Jorge Moreira da Silva, o projeto Angola “LNG” é uma ação que demonstra a vontade política e empenho do Governo angolano com relação às questões ambientais e não só.

Angola, para além desse projeto, possui uma lista de outras 59 ações ligadas aos mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL), que serão submetidos paulatinamente ao painel das Nações Unidas para a sua aprovação.

Jorge Moreira da Silva garantiu que mesmo com o termino das negociações do Protocolo de Kyoto, previsto para 2012, a União Europeia já decidiu comprar os créditos de carbonos vindos dos países da lista das nações menos avançadas, como é o caso de Angola.

Ao seu ver, Angola tem o seu edifício institucional bem desenhado e está a cumprir com os compromissos assumidos, no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.

“A questão das alterações climáticas estão a ser assumidas com grande interesse por parte de Angola, e o PNUD vai continuar a desenvolver os planos de cooperação no que diz respeito a esta temática”, garantiu.

Durante cinco dias, a missão do PNUD em Angola, a convite da ministra do Ambiente, Maria de Fátima Jardim, procurará discutir com o Governo as estratégias que permitem o país enfrentar os desafios das alterações climáticas, tirando benefícios económicos dessas estratégias.

Fonte: http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod=12189502&canal=213