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8 de set. de 2011

NOTICIAS MDL SUSTENTAVEL - Reunião Regional Preparatória para a América Latina e Caribe da Rio+20

Reunião regional preparatória para a América Latina e Caribe da RIO+20

Nos dias 7, 8 e 9 de setembro ocorrerá na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Santiago (Chile) a Reunião Regional Preparatória para a América Latina e Caribe da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável , a Rio+20. O evento servirá para os países da região definirem uma posição conjunta.

No dia 7 de setembro, das 9h:00 às 13h:00, haverá uma sessão plenária na qual estão convidados todos os países membros da CEPAL, além de representantes de organismos internacionais e da sociedade civil. Logo após, os países examinarão os avanços e as lacunas que persistem na região com relação ao cumprimento dos diversos compromissos do desenvolvimento sustentável assinados a nível mundial.

Também será apresentado um documento interagencial elaborado por 19 organismos, agências e programas das Nações Unidas, coordenado pela CEPAL, que faz um diagnóstico da situação regional e propõe linhas estratégicas para que os países latino-americanos e caribenhos possam trilhar em direção ao desenvolvimento sustentável. LEIA MAIS...

 

UE está empenhada no sucesso da RIO+20 Mas Brasil terá papel decisivo

 

A assessora especial da União Europeia professora Maria João Rodrigues disse hoje (31) que o bloco está empenhado no sucesso. Leia mais...

 

Comitê Executivo da ONU de tecnologias para mitigação e adaptação às mudanças climáticas conclui primeira reunião

 

Os membros do comitê executivo de tecnologia criado por força da Convenção das Nações Unidas para a Mudanças Climáticas a fim de facilitar o uso da tecnologia para apoiar a mitigação e adaptação às alterações climáticas concluiu sua primeira reunião no sábado, afirmando terem feito importantes progressos nas questões discutidas.

Reunidos em Bonn, os membros do Comitê Executivo da Tecnologia (TEC), o braço político da convenção de Mecanismos Tecnológicos, deliberaram sobre a forma como o TCE irá fornecer necessidades tecnológicas, avaliar a política e questões técnicas relacionadas ao desenvolvimento e transferência de tecnologia.

Durante o encontro de três dias discutiram também o compartilhamento de informações sobre tecnologias novas e inovadoras, facilitação da ação em tecnologia e formas de envolver as partes interessadas para construir o momentum dos Mecanismos Tecnológicos. (Para ler a  matéria em inglês clique aqui.) Leia mais...

 

Iniciativa mundial para implantar reflorestamentos em diversos locais do mundo é lançada na Alemanha

O Conselho Global de Restauração, resultado da união de líderes empresarias, políticos e de organizações não governamentais, pretende recuperar 150 milhões de hectares de florestas até 2020 sem intervir em áreas agrícolas. Leia mais

 

Amazônia: 62% das áreas desmatadas viraram apenas pastagens

Mapeamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária afirma que mais da metade dos 720 mil quilômetros quadrados de floresta derrubados até 2008 foi destina da para a pecuária. Leia mais

 

China e EUA são os países que apresentam mais atrativos para energias renováveis

As duas maiores economias do mundo se mantêm na liderança do ranking mundial como as nações mais atrativas para os investimentos em energias limpas; Brasil sobe uma posição em relação ao trimestre passado e está em décimo primeiro. Leia mais

 

Biomassa pode incentivar corrida global por terras

Países industrializados e empresas estão adquirindo vastas propriedades para plantar árvores e conseguir alcançar suas metas de geração renovável e redução de emissões, porém podem por em risco o modo de vida de milhares de pessoas. Leia mais

 

Links Relevantes

 

Leis Federais mais importantes, publicado pela Câmara dos Deputados

http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/1362/legislacao_meio_ambiente_3ed.pdf?sequence=11

5 de set. de 2011

ESCOLAS EM PORTO ALEGRE E CAMPOS DO JORDÃO INICIAM PROGRAMAS DE COLETA DE ÓLEO DE FRITURA

Além de ajudar o Meio Ambiente o programa irá arrecadar recursos financeiros para as APMs das escolas através da venda do óleo coletado.

02/09/2011 - A SABESP – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, visando minimizar danos que o óleo vegetal de frituras pode causar ao meio ambiente, desenvolveu o PROL – Programa de Reciclagem de Óleo Vegetal de Fritura, criado especificamente para orientar a população quanto ao correto descarte do óleo utilizado em cozinhas.

 

O acúmulo de óleo e gorduras nos encanamentos provoca entupimento, refluxos e até mesmo rompimento nas redes coletoras de esgotos, sem contar os prejuízos ao meio ambiente.

 

O programa que será realizado em parceria com a Rede Municipal de Ensino de Campos do Jordão, além de ajudar o Meio Ambiente irá arrecadar recursos financeiros para as APMs das escolas através da venda do óleo coletado.

 

Todos os alunos estão convidados a participar desse projeto e com acompanhamento dos pais devem levar o óleo vegetal usado em casa e entregar na escola que armazenará em bombonas especiais de 200 litros identificadas. A comunidade do entorno da escola também está convidada a participar e é muito fácil, basta reservar a vasilha com o óleo já utilizado; Aguardar seu resfriamento e o despejar em uma embalagem, que pode ser uma garrafa PET; Quando a embalagem estiver completa e o óleo devidamente coado, deve levá-la até o Ecoponto na escola municipal do seu bairro.

O PROL – Programa de Reciclagem de Óleo de Fritura é uma realização da SABESP de Campos do Jordão com apoio da Prefeitura Municipal através da Secretaria de Meio Ambiente e Secretaria de Educação, EcoService, AVEBESP, AABCJ e SEA – Frei Orestes e Panathlon Club Campos do Jordão.  Para mais informações: (12) 3668-9050

 

Óleo de Cozinha utilizado – iniciativas em COLEGIO DE PORTO ALEGRE-RS

 

Todos nós conhecemos as diversas marcas de óleo de cozinha, cotidianamente utilizado em frituras. Pois bem, sem falar no mal que o excesso pode causar ao organismo, ele também faz um enorme estrago ao meio ambiente se jogado pelo ralo da pia, pois provoca o entupimento das tubulações nas redes de esgoto, aumentando em até 50% os custos de tratamento. E polui os rios e o mar. Buscando evitar a poluição e a degradação do meio ambiente, a turma 32 do Ensino Médio lançou uma excelente Campanha de coleta do oleio de cozinha no Instituto de Educação São Francisco.

 

Todos os estudantes e a comunidade poderá trazer o óleo que foi utilizado no almoço, no jantar ou em qualquer refeição. "Em vez de jogá-lo no ralo da pia, traga-o para o Instituto. Passamos a ser um local de coleta", disseram os alunos da turma 32.

 

SAIBA COMO COLETAR O ÓLEO DE COZINHA UTILIZADO

 

1) Esfriar o óleo;

2) Em seguida, deve-se filtrar o óleo com uma peneira simples. Com a ajuda de um funil, deve-se despejar o óleo dentro de uma garrafa pet limpa;

3) A garrafa deve ser bem fechada e identificada  com etiqueta (Óleo de Cozinha Usado) para evitar que pessoas tomem o óleo achando que se trata de refrigerante;

4) Feito isso, deve-se encaminhar o óleo para a instituição de coleta mais próxima.

Iniciativa turma 32 Atitude consciente para um mundo sustentável.

LOCAL DE  COLETA: INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SÃO FRANCISCO

SEGUNDA A SEXTA-FEIRA

HORÁRIO: 7h30min até 11h30min - 13h30min até 17h

Endereço: Av. Baltazar de Oliveira Garcia, 4879 - Bairro Rubem Berta - Porto Alegre

Informações: (51) 3272-3800  - www.institutosaofrancisco.com.br

Observação: Esta é uma iniciativa da turma 32 do ensino médio juntamente com a professora de química, paula poli.

3 de set. de 2011

GOVERNO DE CINGAPURA TRANSFORMA ATERRO SANITÁRIO EM ATRAÇÃO POPULAR

Pescadores esportivos visitam o local durante o dia, e astrônomos à noite para observar o céu longe das luzes da cidadecont. Grupos escolares têm permissão de entrar nas poças formadas pela maré para procurar anêmonas e estrelas-do-mar.

Você já imaginou passear em um aterro sanitário?

Segundo o New York Times, o governo de Cingapura criou um aterro sanitário que se transformou em atração popular. Pulau Semakau, como foi denominado, é o primeiro depósito de lixo na costa.

O jornal retrata que o local, apesar das 9,8 milhões de toneladas de lixo incinerado que ficam a cerca de 30 cm abaixo da superfície, é uma ilha artificial que lembra uma reserva natural. A quantidade de visitantes foi duplicada nos últimos cinco anos. Em 2005, a ilha recebia aproximadamente 4.000 pessoas, o número subiu para 13.000, no ano de 2010.

As instalações de US$ 360 milhões incluem um quebra-mar de sete quilômetros feito de areia, pedra, argila. Além de uma geomembrana de polietileno, que acompanha a periferia da ilha para impedir vazamentos.

O lixo incinerado do continente chega em barcaças e a cinza molhada é esvaziada em fossos para um dia serem cobertos de terra, onde palmeiras e outras plantas crescem naturalmente.

Cingapura possui uma área menor que a de Rhode Island, que apresenta 3.140 km².

Diferenças em relação a outros aterros

Pescadores esportivos visitam o local durante o dia, e astrônomos à noite para observar o céu longe das luzes da cidade. Grupos escolares têm permissão de entrar nas poças formadas pela maré para procurar anêmonas e estrelas-do-mar.

Semakau é o único aterro ativo que recebe lixo incinerado e ao mesmo tempo em que dá suporte a um ecossistema florescente, que conta com mais de 700 tipos de plantas e animais e várias espécies ameaçadas.

“Mesmo operando um aterro, a biodiversidade continua a florescer”, comentou Ong Chong Peng, gerente geral do local. “Queremos manter esse equilíbrio o máximo possível.”

A fauna e a flora são tão preciosas em Semakau que o perímetro previsto do aterro foi alterado para garantir que duas florestas de mangue tivessem acesso à água doce com a mudança da maré.

Espécies protegidas como a garça Ardea sumatrana e tarambolas-da-malásia se reproduzem na ilha, e o ameaçado golfinho-corcunda-indopacífico foram vistos pelas redondezas.

Neste ano, depois de mais de uma década em operação, o lado oriental da ilha está programado para desenvolvimento e pode começar a receber lixo a partir de 2015.

Além do Semakau, existem mais dois aterros atrativos turísticamente. Em Nova York, o aterro Fresh Kills, em Staten Island, foi fechado em 2001 e será reaberto como parque em torno de 2035. Já o Japão transformou, em 1994, um velho aterro sanitário na região sudoeste de Osaka no Aeroporto Internacional de Kansai – o primeiro aeroporto marinho do mundo.

Análises

A Agência Nacional de Meio Ambiente do país garante que o sistema único do aterro reduz o volume de lixo em 90%, acrescentando que 2% da energia de Cingapura são produzidos pelos quatro incineradores do continente.

Porém, os críticos reprovam um gerenciamento de lixo baseado inteiramente com incineradores, pois estes têm períodos curtos de vida, às vezes de apenas dez anos.

Para ambientalistas do Greenpeace, a incineração simplesmente transforma o problema do lixo num problema de poluição.

“O Greenpeace é contrário à incineração de lixo por ser uma grande fonte de substâncias cancerígenas como dioxina, além de outros poluentes nocivos, como o mercúrio, e compostos orgânicos voláteis”, explicou Tara Buakamsri, diretor de campanha para o Sudeste Asiático.

Protestos públicos na Malásia e Indonésia ocorreram depois que o governo anunciou planos de construir novos incineradores. Já os filipinos os baniram em 1999 por causa dos riscos à saúde. Também existe o pequeno, mas real, risco de que o lixo contamine o oceano.

Semakau é o único aterro ativo que recebe lixo incinerado/Foto: National Environment Agency

(Fonte: Carbono Brasil)

CONSTRUÇÃO CIVIL É MAIOR EMISSOR DE CO2 NO MUNDO

CONSTRUÇÃO CIVIL É MAIOR EMISSOR DE CO2 NO MUNDO (O Debate)

 

Estados Unidos - Segundo informações do Energy Information Administration (2006), a construção civil é o principal setor responsável pelas emissões de CO2 no mundo, ultrapassando automóveis e indústrias.

Porém, estes números podem ser reduzidos em até 39% quando se trata de uma construção ecologicamente correta. Além disso, práticas sustentáveis podem reduzir em até 50% o consumo de energia, 40% o gasto de água e 70% a geração de resíduos sólidos.

Atualmente, existem alguns parâmetros para que uma obra seja considerada sustentável, como eficiência energética, baixo consumo e reutilização de água, uso de materiais recicláveis e regionais, sistemas eficientes para conforto térmico e gestão ambiental.

A analista de projetos na Verti Ecotecnologias, Fernanda Vidal, ressalta que é importante investir ainda na análise de ciclo de vida dos materiais, o que reduz o uso inadequado de matéria-prima e auxilia na escolha correta dos materiais. “Trata-se de um investimento em longo prazo, que trará benefícios para os usuários, vizinhos e também para o planeta”, afirma

 

A ECONOMIA VERDE PRECISA DE UM ROSTO SOCIAL (Mercado Ético)

 

Convocada duas décadas após a ECO-92, um divisor de águas nas relações internacionais envolvendo a problemática socioambiental no planeta, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, chegará ao Brasil em junho de 2012. Foi no mesmo palco, a cidade do Rio de Janeiro, que se construiu uma das agendas mais ambiciosas e progressistas para o desenvolvimento global dos princípios de sustentabilidade e igualdade. Uma avaliação honesta, contudo, sugere que, embora avanços tenham sido feitos e inovações tenham ocorrido, o mundo fracassou em consolidar novas estruturas macropolíticas que representem verdadeiramente mudanças nos negócios....

 

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1 de set. de 2011

COMPOSTEIRA CONCEITO AUXILIA A PRODUÇÃO DE ADUBO ORGÂNICO

O conceito CompostAll, criado pela empresa norte americana Frog Design, surgiu para que os alimentos desperdiçados fossem mais bem aproveitados do que simplesmente ir para o ralo - no caso das pias com trituradores ou para o lixo. Além disso, a criação coloca uma pressão no sistema de coleta de água norte-americana “forçando” uma separação entre “lixo” e água residual.

Nos Estados Unidos a maioria das pias possui trituradores. Este tipo de instalação acaba misturando água cinza com resíduos sólidos, dificultando e encarecendo o tratamento de água dos sistemas municipais. Além do investimento necessário, o aumento de nutrientes orgânicos em um sistema aquático pode causar crescimento de algas indesejadas podendo se tornar um problema.

Dispositivos verdes, por sua definição, estão necessariamente em harmonia com o meio ambiente. A compostagem a partir de restos de comida é uma prática atemporal que remonta a milhares de anos e é uma ótima maneira para colocar bons nutrientes no solo, tornando-o fértil para o plantio. Mas, para muitas pessoas este processo é inconveniente ou desagradável de fazer.

O CompostAll é uma composteira conceito que facilita este tipo de atividade. Ele pode ser encaixado de baixo da pia da cozinha e é ligado diretamente à torneira das tubulações de águas residuais. Isso significa que é ideal para casas com pias duplas, onde todos os seus resíduos orgânicos são enviados para um dreno conectado à composteira.

Há também uma luz indicadora para mostrar quando é hora de esvaziá-lo. Esta luz torna o processo muito mais fácil de se fazer. Se a pia tiver um moedor no ralo, o tempo necessário para decompor os resíduos será drasticamente reduzido.

O dispositivo é facilmente removido e as alças duplas facilitam o transporte e esvaziamento do conteúdo para que os resíduos possam ser despejados em uma “lixeira de compostagem” maior em seu jardim. Além disso, um revestimento metálico lhe confere uma aparência elegante e ainda acelera o processo de decomposição.

Esta prática mantém os resíduos orgânicos longe de aterros sanitários e das estações de tratamento e reutiliza os nutrientes (composto orgânico) para enriquecer o solo do jardim onde podem ser cultivados os alimentos. Ele funciona como um depósito de lixo normal, é discreto e não deixa odor no local.

Este gadget verde foi submetido à Competição Greener Gadgets Design de 2009 pela Frog Design da América.

Com informações de Clear Greener China, Frog Design Sundance Channel.

31 de ago. de 2011

NOTICIAS MDL

LEI DOS RESÍDUOS SÓLIDOS: PLANOS MUNICIPAIS DEVEM ESTAR PRONTOS ATÉ 2012  ( ENVOLVERDE)

 

Os planos municipais referentes à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) deverão estar concluídos até 2012, dois anos antes de começarem a apresentar os primeiros resultados gerais, segundo lembrou na quarta-feira, 24 de agosto, o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Bonduki.

Esta quinta-feira (25) é o último dia do encontro em Brasília que reúne representantes da pasta ambiental, estados e municípios com o objetivo de discutir a legislação aprovada há um pouco mais de um ano, e que representa o estabelecimento de um marco regulatório para o setor de resíduos sólidos no Brasil.

”Estamos em um momento estratégico. O momento em que cabe aos estados estimular, apoiar os municípios para fazer os seus planos integrados e para colocar em prática aquilo que é o objetivo final da política”, destacou Bonduki.

O encontro na capital federal deverá promover um balanço dos consórcios intermunicipais. “A ideia é dialogar um pouco sobre os desafios que a PNRS trouxe para os estados e municípios, as oportunidades de apoio que o governo vai continuar trazendo. A expectativa é que, ao final do encontro, tenhamos traçado os próximos passos para a área de resíduos sólidos”, projetou o diretor de Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério.

“Estamos conclamando os municípios a estabelecer uma parceria mais permanente com a nossa secretaria, não só porque tem a PNRS, mas tem as políticas de ambiente urbano, como a qualidade do ar, como o acompanhamento das áreas contaminadas, e toda a política ambiental voltada às APPs e áreas de proteção urbanas”, observou Nabil Bonduki.

 

ECONOMIA VERDE - BENS E SERVIÇOS AMBIENTAIS E PAGAMENTOS POR SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS (CIF FLORESTAS)

O objetivo desse treinamento é evidenciar o papel da Economia Verde no novo ciclo de desenvolvimento sustentável planetário, de acordo com a Organização Mundial do Comércio. O treinamento vai demonstrar como ações voltadas para o monitoramento, controle e melhoria da qualidade ambiental das cadeias produtivas podem melhorar a competitividade no cenário dessa nova forma de negócios. Também serão descritos os principais serviços ecossistêmicos existentes na atualidade, e as formas de identificar, mensurar, qualificar e remunerar os responsáveis pela sua disponibilização. saiba mais

 

SEMINÁRIO DE SENSIBILIZAÇÃO E DIFUSÃO DO PLANO “AGRICULTURA DE BAIXA EMISSÃO DE CARBONO” (CIF FLORESTAS)

A Superintendência do Ministério da Agricultura em Minas Gerais, em parceria com o Grupo Gestor do Plano Setorial de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas para uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (GG ABC MG), promove no dia 01 de setembro de 2011, em Belo Horizonte, o SEMINÁRIO DE SENSIBILIZAÇÃO E DIFUSÃO DO PLANO “AGRICULTURA DE BAIXA EMISSÃO DE CARBONO”, conforme a programação apresentada abaixo. saiba mais

 

EMPRESAS CONSEGUEM ECONOMIZAR ATRAVÉS DE AÇÕES AMBIENTAIS (PROCEL INFO)

Brasil - Empresas começam a compreender que é possível economizar através de medidas de sustentabilidade e eficiência energética

 

 

 

 

 

CURSOS E EVENTOS

 

 

Recuperação de Áreas Degradadas

Devido às exigências legais, os empreendedores têm como responsabilidade minimizar os efeitos causados pelo empreendimento ao meio ambiente.

saiba mais

Plástico "verde" ganha mercado e atrai mais investimentos no Brasil

Em substituição ao petróleo, a cana de açúcar. A migração do combustível fóssil para fonte renovável, inicialmente vista com desconfiança, ganhou novo status no Brasil menos de um ano após o início das operações da primeira fábrica local de resina fabricada a partir do etanol.

 

O produto, impulsionado pela demanda de embalagens alimentícias e de itens de higiene e beleza e pelo forte apelo mundial por Sustentabilidade, deixou de ser visto como um concorrente direto do plástico produzido com petróleo e deu origem a um novo mercado, cujo protagonismo tende a ser brasileiro.

 

O primeiro passo foi dado pela Braskem, com a instalação de uma fábrica em Triunfo (RS) no ano passado e anúncio de construção de uma nova unidade de resinas em 2013. A americana Dow Chemical e a belga Solvay também têm projetos anunciados para o Brasil, todos com base na cana-de-açúcar e voltados para nichos de mercado. "Falamos de um novo produto, que precisa cada vez mais ser diferenciado do produto convencional. É um biopolímero que deve ser comparado com outros biopolímeros", destaca o diretor de Negócios Químicos Renováveis da Braskem, Marcelo Nunes.

 

A produção de resinas com uso de fontes renováveis ainda é bastante restrita mundialmente, com capacidade total de pouco mais de 700 mil toneladas anuais, segundo dados da associação europeia que acompanha o mercado de bioplásticos. A Braskem é líder, com capacidade anual de 200 mil toneladas de polietilenos (PE) verdes, volume que, entretanto, representa menos de 1% da produção mundial dessa resina. O volume excedente é concentrado principalmente em países do Hemisfério Norte que utilizam como matéria-prima milho e trigo, entre outros produtos.

 

Até 2015, a produção mundial de biopolímeros deverá ter um salto de 136%, prevê a European Bioplastics, para 1,7 milhão de toneladas anuais. Caso a estimativa seja confirmada, é previsto que o Brasil seja um dos principais destaques dessa projeção.

 

Fábrica. O projeto da Solvay de construir uma linha de produção de PVC a partir de fontes renováveis, interrompido durante a crise econômica iniciada nos Estados Unidos em 2008, previa a produção de 60 mil toneladas anuais de eteno verde, a partir de cana de açúcar, e capacidade praticamente idêntica de PVC.

 

A Dow, cujo projeto também ficou interrompido durante a crise, mantém em sigilo a capacidade da fábrica que construirá no Brasil em parceria com a japonesa Mitsui. O plano é ter uma fábrica com escala mundial, conceito que nos padrões de resinas produzidas a partir do petróleo representa uma capacidade mínima de 300 mil a 350 mil toneladas anuais. O projeto, assim como a unidade da Solvay, será abastecido por etanol, o que deverá ampliar a representatividade do produto extraído da cana de açúcar na fabricação total de biopolímeros.

 

A novidade do projeto da Dow, anunciado no mês passado, será a integração das plantações com a usina e a fábrica de resinas. Modelo semelhante será adotado nos futuros projetos "verdes" da Braskem - a fábrica em operação em Triunfo é abastecida por etanol produzido nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

 

Para atender a unidade, a Dow e a Mitsui construirão uma usina com capacidade de 240 milhões de litros de etanol. "Mas esse volume não atenderá a totalidade da demanda (da fábrica de resina), por isso, o projeto, que ainda está em fase de estudo de engenharia inclui também uma expansão na produção de etanol", diz o diretor de Negócios para Alternativas Verdes e de Desenvolvimento de Novos Negócios da Dow para a América Latina, Luis Cirihal.

 

O objetivo da Dow é, assim como a Braskem, ter um produto viável financeiramente e capaz de abrir novos mercados para a resina "verde". "Falamos de um projeto a níveis competitivos globais e de uma tecnologia com espaço muito grande para avançar", diz o executivo.

 

O avanço virá principalmente do desenvolvimento de novas tecnologias para a rota verde de resinas e das pesquisas sobre a cana-de-açúcar. "A produtividade comercial da cana, que em regiões mais competitivas é de 90 a 100 toneladas por hectare ao ano, poderá atingir 180 a 200 toneladas por hectare ao ano dentro de 10, 15 ou 20 anos", diz o gerente de desenvolvimento estratégico do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Jaime Finguerut. A cana de açúcar, segundo o especialista, tem capacidade para produzir em média o dobro de biomassa do milho, o mais próximo dentro seus concorrentes

 

Além das perspectivas otimistas, o ambiente atual de preços elevados do petróleo também é um ponto favorável à produção de resinas "verdes". "Acredito que o etanol como substituto da gasolina é perfeitamente viável com o petróleo entre US$ 40 e US$ 60 o barril. Hoje, com a alta de custos do etanol, essa janela está mais para US$ 60", diz o gerente do CTC.

Retomada. A produção de resinas a partir de fontes renováveis é o resgate de uma tecnologia presente na indústria brasileira na década de 70 e que teve como principal nome a Salgema, uma das empresas que deram origem à Braskem. Após o movimento de estímulo ao desenvolvimento de álcool no Brasil, com a criação do Proálcool, novas políticas federais em relação ao etanol e o petróleo, juntamente com a trajetória de preços internacionais do petróleo, culminaram com o fim da competitividade da indústria alcoolquímica ao longo da década de 80.

 

Três décadas depois, a disparada do petróleo antes da crise econômica iniciada nos Estados Unidos em 2008 voltou a tornar projetos com base etanol atrativos. Outro ponto determinante para esse movimento foi a disseminação do tema Sustentabilidade entre os consumidores e, por conseguinte, dentro das empresas. "No passado, discutia-se o custo do produto e a possibilidade de existir um prêmio para tal. Agora, sabe-se que é possível aplicar esse prêmio", diz Finguerut.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo - 30/08/2011