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21 de mar. de 2012

MDL APROVA DIRETRIZES PARA GANHAR MAIS AGILIDADE

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Reunião do Comitê Executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo estabelece padrões que devem ser utilizados para classes inteiras de projetos ou setores industriais, o que promete dar mais eficiência para a ferramenta. Leia mais

 

ELETRIFICAÇÃO RURAL DEVE CRESCER COM AJUDA DO MDL

 

A geração de energia no campo por fontes de energia l impa em países em desenvolvimento deve ganhar um impulso nos próximos anos graças aos incentivos financeiros de uma nova metodologia do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Leia mais. Fontes: Carbono Brasil

20 de mar. de 2012

A POLITICA EXTERNA E A INTEGRAÇÃO DOS POVOS

A política externa brasileira sempre foi vista pelo grande empresariado industrial e do agronegócio como propriedade desses setores.

Sob a alegação de ser uma política de Estado, confundia-se interesse nacional com seus próprios interesses.

 

Ao longo dos últimos anos novas agendas e novos atores passaram a disputar os rumos da política externa, visando a democratizá-la e torná-la uma política pública que reflita os interesses múltiplos e conflitantes que existem na sociedade brasileira. Trabalhadores urbanos e rurais, consumidores, ambientalistas, organizações que defendem direitos sociais e serviços públicos universais passaram a questionar as prioridades das grandes corporações que sempre orientaram a atuação externa do Brasil.

 

Passaram também a pressionar para que a agenda de direitos, da sustentabilidade ambiental e de garantia das políticas de saúde, educação, serviços públicos, segurança e soberania alimentar passe a orientar a formulação da política externa.

 

Tais organizações e movimentos sociais defendem uma agenda diferenciada de integração do Brasil com os países da América Latina e com outros países do Sul. Propõem o controle social da atuação de empresas dentro e fora do Brasil, demandando garantias e contrapartidas sociais e ambientais das empresas multinacionais, inclusive das empresas brasileiras que estão se internacionalizando, e exigindo o cumprimento das regulações existentes para elas no plano internacional e na legislação nacional. Defendem que a política externa incorpore como diretriz central a defesa da dimensão ambiental, priorizando a articulação da posição externa com políticas internas de transição para uma economia de baixo carbono, que inclua a diversificação da matriz energética, a defesa dos sistemas agroecológicos da agricultura familiar e camponesa, o respeito aos territórios das populações tradicionais. Defendem que os direitos sociais prevaleçam sobre os interesses meramente comerciais.

 

Para que os interesses múltiplos e conflitantes existentes na sociedade brasileira possam ser processados, mediados e por fim traduzidos em posição externa é necessária a criação de um espaço institucional que inclua esta diversidade de atores e agendas. Os espaços e dinâmicas existentes até agora - sejam a Camex, as consultas ad hoc, as reuniões realizadas em gabinetes de ministérios com os grupos empresariais de pressão - já não são mais aceitáveis porque deixam importantes setores sociais e agendas do lado de fora, sem interlocução. A proposta de criação de um Conselho de Política Externa reforçaria o papel do Ministério das Relações Exteriores como o lócus de mediação, formulação e condução da política externa, conferindo legitimidade às definições dessa política. O conflito e a democratização do processo decisório na política externa são sinais positivos, pois contribuem para a democratização do Estado. E isso deve ser visto como prioridade pelo próximo governo.

FÁTIMA MELLO é secretária executiva da ONG Rede Brasileira Pela Integração dos Povos.

 

7 de mar. de 2012

AUSTRÁLIA FICA MAIS PRÓXIMA DE CRIAR MERCADO DE CARBONO

A primeira-ministra Julia Gillard em votação interna do Partido Trabalhista e anúncio sobre a distribuição de 94,5% dos créditos de forma gratuita aumentaram a possibilidade de o mercado virar realidade em 2015

 

A Austrália vem sendo palco de acalorados debates sobre medidas para limitar as emissões de gases do efeito estufa há anos e é observada com atenção por outras nações e analistas que enxergam o país como uma espécie de laboratório de como as negociações entre o governo, empresas e sociedade sobre o tema evoluem.

 

Nesta terça-feira (28) dois acontecimentos resultaram no que pode ser considerado o salto mais concreto até agora em direção ao estabelecimento do prometido mercado de carbono australiano em 2015.

 

O primeiro deles foi a vitória da atual primeira-ministra Julia Gillard em uma disputa interna pela liderança do Partido Trabalhista. Com o resultado, ela garante que continuará a ocupar o cargo máximo da política australiana.

 

Gillard venceu o ex-primeiro-ministro Kevin Rudd por 71 votos a 31, e assim, com ampla folga, demonstrou que conta com o apoio do partido para seguir com suas ideias para a Austrália, incluindo a criação do mercado de carbono.

 

Logo após a vitória, Gillard anunciou como funcionará a distribuição de créditos gratuitos de carbono para 36 setores industriais, como a mineração e siderurgia.

 

De acordo com a proposta, 94,5% dos créditos serão distribuídos gratuitamente já a partir de julho, quando começará a cobrança da chamada “taxa de carbono” no valor de A$ 23 (R$ 41,79) a tonelada. O número de créditos gratuitos diminuirá em 1,3% ao ano.

“Se as empresas reduzirem suas emissões, que é o objetivo dos nossos planos, o preço do carbono será ainda menor e pode, inclusive, tornar o mercado lucrativo para as companhias mais limpas”, explicou Greg Combet, ministro de Mudanças Climáticas e Indústria da Austrália, que acrescentou que os créditos distribuídos gratuitamente fazem com que o preço real da taxa seja de apenas A$ 1,30 a tonelada.

A alocação das permissões gratuitas será baseada nas emissões históricas de cada atividade, com os setores exportadores sendo os maiores privilegiados para que não percam competitividade no mercado internacional.

 

A lista das empresas que terão que pagar o preço total da taxa será apresentada em abril.

 

Gillard defendeu a medida, afirmando que é a mais adequada para atingir o objetivo de incentivar cadeias de produção mais limpas e eficientes.

“Estou absolutamente convencida de que a legislação proposta é a ideal e que o preço inicial de A$ 23 é justo. Mas queremos manter a competitividade de nossa indústria e seguir criando empregos, por isso algumas medidas atenuadoras serão postas em prática”, afirmou.

A taxa de carbono será cobrada dos 500 maiores emissores do país e a intenção é que em três anos ela deixe de existir e um sistema de comércio de emissões entre em vigor.

 

Segundo o projeto, a taxa vai aumentar 2,5% por ano antes de se transformar em um preço flutuante sujeito às necessidades do mercado, sendo que o governo controlará a quantidade de permissões, assim como um valor mínimo e máximo para elas. Espera-se que no futuro a plataforma australiana seja interligada com a da Nova Zelândia e da Europa

 

 

 

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6 de mar. de 2012

A SUSTENTABILIDADE É UM PRODUTO QUE DÁ BOA VISIBILIDADE

Gradativamente as empresas estão percebendo que investir em sustentabilidade é um bom negócio no médio e longo prazos. Em breve, será um bom negócio mesmo no curto prazo, pois a consciência por um mundo melhor, despoluído, faz bem às pessoas e economiza recursos do setor público na área de saúde. Isto está cada vez mais presente na mente das pessoas, enquanto consumidoras ou mesmo dirigentes públicos e privados.

 

Durante muitos anos, a indústria tabagista recolhia para o governo menos impostos do que ele gastava em seus hospitais e com previdência social. Ou seja, o malefício do tabaco era e é maior do que os benefícios tributários. Por esta razão, essas empresas já não gozam, como no passado, da simpatia do governante.

 

A própria legislação já não vê o fumante como um cidadão de primeira classe, banindo o fumo de ambientes públicos, fechados ou até mesmo abertos. Guindados à categoria de droga, os cigarros e as bebidas são vistos como inimigos de uma sociedade mergulhada em drogas e com problemas sociais, de segurança e de saúde .

 

Instaurou-se uma caça a bruxas, a produtos nocivos à saúde. E esta guerra não se restringe a produtos finais. Ao longo de toda a cadeia do processo produtivo, há uma preocupação com preservação e bem-estar das pessoas. O amianto, por exemplo, antes visto como um produto excelente na construção civil, na fabricação de telhas e caixas d’água, ganhou inimigos em quase todos os países do mundo, que travam uma batalha sem tréguas para eliminar esse produto cancerígeno. E a indústria do amianto corre tardiamente em busca de matéria-prima ou processo que substitua o amianto, sobretudo no segmento de construção civil.

 

Em meio a uma guerra declarada a drogas e aos produtos nocivos à saúde, as empresas, começam a abraçar a causa socioambiental, como a sua grande bandeira, na construção de uma sociedade com mais qualidade de vida e que projete para o seu negócio uma melhor imagem.

 

O marketing da sustentabilidade

 

O novo consumidor procura alimentos saudáveis e naturais e adota de vez a ideia de vida com saúde. Hoje, há uma busca por um comedimento alimentar, na qual a magreza é vista como uma nova virtude.

 

Portanto, muitas empresas precisam repensar seus negócios, antes que seja tarde e seus produtos emagreçam e virem pó, como aconteceu com os filmes fotográficos e cinematográficos analógicos em rolo da antigamente toda poderosa Kodak, diante das câmaras digitais. Foi ela quem inventou a câmera digital e o filme digital, mas manteve a invenção na prateleira, esperando um momento melhor, ou seja, tentando alongar ao máximo a vida útil do filme em celuloide. Antes tarde do que nunca é uma grande bobagem: a espera torna um produto obsoleto antes mesmo de ser lançado.

 

São negócios inteiros que se desfazem por falta de visão tecnológica e/ou mercadológica. Portanto, faz-se necessário pensar em sustentabilidade 24 horas ao dia.

 

As empresas devem ver o seu negócio dentro da aldeia global como um evento para um mundo melhor, aqui, agora e sempre. Temos novos mandamentos básicos neste novo mundo que precisa ser sustentável: preservar a água dos rios e nascentes, praias e lagoas, manter limpo o ar e o solo, e, sobretudo, não desmatar. E eles valem sobretudo para as grandes empresas que estão expostas diariamente ao consumo e enfrentam uma grande concorrência.

 

É preciso, no entanto, investir em comunicação para divulgar as ações preservacionistas que ajudarão a manter a imagem da empresa, sempre com bom conceito, junto a uma comunidade cada vez mais esclarecida e preocupada com a qualidade de vida.

Esta é uma ação que trás mais visibilidade para a empresa e, consequentemente, resultados de médio prazo nas vendas e, por decorrência, no lucro ao longo prazo. Por isso, investir em marketing – em todas as suas fases, da matéria-prima ao descarte, deve ser uma ação contínua, pois, se for esporádica, poderá ser inócua.

 

Quanto custa a sustentabilidade?

 

O custo de um marketing que inclua itens socioambientais e o valor dos produtos seriam sustentáveis? Em um artigo, Nizan Guanaes propõe uma resposta: “o sonho de consumo do brasileiro não é só o básico, é o luxo; a base da pirâmide não sonha em ser a base, mas sonha para cima”. (Manhã de Carnaval, Folha de S.Paulo, 21/2/2012, caderno B Mercado, p. B4.)

 

E na busca da realização de seus sonhos estaria o consumidor preocupado em consumir apenas produtos ecologicamente corretos? Talvez sim, talvez não.

 

O mercado brasileiro está preparado para estes produtos ecologicamente corretos? As pessoas estariam dispostas a pagar 20% a mais pelos produtos sustentáveis?

 

Segundo estudos do Instituto Akatu, os consumidores estão dispostos a pagar até 25% a mais por produtos ambientalmente amigáveis, pois ele sabe que vai ter de pagar a diferença de qualquer jeito, seja na hora da compra, seja no futuro, com a manutenção da saúde ou limpeza do meio ambiente.

 

O próprio Nizan Guanaes, no mesmo texto, arremata: “cada vez mais, o mundo quer ser brasileiro. Nosso estilo de vida agrada ao mundo. O Brasil não odeia ninguém. O Brasil não quer derrotar ninguém (menos no futebol, a Argentina). O Brasil é sorriso, e o mundo quer sorrir”.

Mas todos no planeta odeiam o Brasil, quando o assunto é o desmatamento da Amazônia.

 

Passos para a sustentabilidade

 

Sustentabilidade de acordo com a ONU é “o desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”.

 

Isto implica mudança de postura empresarial. A seguir, sugerimos um roteiro.

 

1 A sustentabilidade deve ser uma busca contínua dentro da empresa. Mas “se uma empresa buscar ser 100% na sustentabilidade de imediato ela quebra”, afirma Albélio Dias, da Academia Mineira de Marketing.

 

<http://www.administradores.com.br/informe-se/entrevistas/marketing/se-uma-empresa-entrar-100-na-sustentabilidade-ela-quebra-diz-especialista-em-marketing/65/> Acesso: 24.fevereiro.2012, 17h45min

 

2. Eu digo, porém, que, se as empresas muito expostas não considerarem a sustentabilidade em seus planejamentos estratégicos, a probabilidade de quebra também existe e é grande. As menos expostas, provavelmente, demorarão mais a serem percebidas pelos clientes.

 

3. A busca pela sustentabilidade deve fazer parte da cultura da empresa, mobilizando funcionários, acionistas, fornecedores e consumidores. É sobretudo, um processo educativo.

 

4. A sustentabilidade deve ter início em um produto e depois se estender aos outros produtos da linha da empresa.

 

5. A sustentabilidade deve estar focada no negócio da empresa.

 

6. É preciso formar pessoas social e ecologicamente responsáveis.

 

7. Deve-se desenvolver pensamentos sustentáveis nos consumidores e fornecedores.

 

O hemisfério norte experimentou um desenvolvimento baseado na utilização de matérias-primas e mão de obra do hemisfério sul. Muitas vezes, esse uso foi abusivo, devastando grandes áreas florestadas e, o que é muito mais grave, destruindo grupamentos humanos.

A palavra sustentabilidade está na moda. As ações de sustentabilidade estão na primeira infância. O marketing socioambiental pode ajudar a acelerar o processo de amadurecimento.

 

* Marcos Cobra é professor da Universidad De La Empresa (UDE), Montevidéu, Uruguai; presidente do Instituto Latino-Americano de Marketing e Vendas (Ilam), São Paulo, SP; pós-doutorado na University of Texas System (UTS), Estados Unidos; mestre e doutor em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, onde foi professor e chefe do Departamento de Marketing; homenageado no Mkt Best 2011 pela sua contribuição ao marketing brasileiro como professor e profissional (http://www.ilam.com.br/).

 

SE UMA EMPRESA ENTRAR 100% NA SUSTENTABILIDADE, ELA QUEBRA", DIZ ESPECIALISTA EM MARKETING

Para Albélio Dias, vice-presidente de sustentabilidade da Academia Mineira de Marketing, a sustentabilidade é uma oportunidade de negócio e como tal deve ser aproveitada

 

Albélio Dias, vice-presidente de sustentabilidade da Academia Mineira de Marketing, quebrou alguns paradigmas ao falar de sustentabilidade na palestra realizada nesta semana no B.I. International de Belo Horizonte, com o tema "Sustentabilidade, um ótimo negócio".

 

Albélio afirma que a sustentabilidade é uma oportunidade de negócio e como tal deve ser aproveitada. Esse pensamento, segundo ele, é a única maneira de propagar efetiva e continuamente as ações, de fato, sustentáveis e não apenas "verdes".

Confira abaixo a íntegra da entrevista com o especialista.

 

As empresas sabem realmente o que é sustentabilidade?

 

Existe uma confusão entre empresa sustentável e empresa social. A empresa não é social, é capitalista e pode contribuir para a sustentabilidade.

 

O que é sustentabilidade e o que é empresa social?

 

Sustentabilidade de acordo com o conceito da ONU é "o desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades". A sustentabilidade na empresa é garantir a sobrevivência do negócio infinitamente, ou seja, é capitalista e visa lucro. Já a empresa social, de acordo com Muhammad Yunus, prêmio Nobel da paz em 2006, é voltada para resolver problemas sociais, portanto não objetiva maximizar os lucros e não distribui o dividendo, ou seja a receita é reinvestida integralmente na melhoria de produtos e serviços com impacto social. Yunus criou, por exemplo, uma parceria com a multinacional Danone (Grameen Dadone Food) para produzir um iogurte fortalecido com vitaminas e sais minerais com preços acessíveis para combate à desnutrição.

 

Que tipo de contribuição uma empresa pode dar para a sustentabilidade?

 

As pessoas buscam qualidade de vida e tem desejado a sustentabilidade. As empresas devem encarar essas tendências como oportunidades. As empresas devem se perguntar: "em que essas mudanças se relacionam com o meu negócio?". A exigência dos clientes devem impactar e gerar mudanças, readequações e se tornar novas oportunidades.

 

Quais são as mudanças que a empresa deve fazer para se tornar sustentável?

Em primeiro lugar, é preciso implantar uma cultura sustentável, mobilizar as pessoas. Não existem fórmulas prontas, mas promover palestras, reuniões semanais para que todos possam contar quais as atitudes sustentáveis começaram a praticar na última semana, enfim, desenvolver estratégias para que as pessoas realmente vivam, entendam e apliquem a sustentabilidade. Isso faz aflorar a criatividade e a inovação para implementar ações sustentáveis. Para isso acontecer, é preciso incentivo da liderança, como estimular o intra-empreendedorismo, a inovação, flexibilizar processos para que todos desenvolvam atividades sustentáveis, também são atitudes importantes dentro das organizações.

 

Quais os cuidados que a empresa deve ter?

Se uma empresa entrar 100% na sustentabilidade, ela quebra. A sustentabilidade é um processo e como qualquer projeto exige investimento e retorno financeiro. Por isso, a empresa precisa escolher por onde começar, por um produto, por exemplo. A empresa será sustentável sem deixar de ser capitalista. Um exemplo é a GE, que desenvolveu, entre outros produtos, uma turbina de avião que possibilita o uso de biocombustível: é sustentável e ela ganha dinheiro com isso. Ou seja, a empresa precisa ter a sustentabilidade ligada ao negócio.

 

Qual o papel das escolas, universidades e escolas de negócio como condutoras da cultura sustentável?

Todo conceito de administração, empresa, gestão atual vieram de um modelo industrial, que é determinístico. As pessoas não foram formadas com a visão sustentável, ou seja, com a visão estratégica para o social e ambiental. Esse é o novo paradigma: a gestão e a formação de pessoas. Hoje vivemos na base da experimentação, da inovação e do empreendedorismo de alguns, mas precisamos de uma visão integrada organizacional direcionada para a sustentabilidade.

 

 

Qual o papel da inovação e do empreendedorismo na sustentabilidade?

O Brasil é empreendedor, é, inclusive, destaque na Semana Global do Empreendedorismo, por exemplo. No entanto, falta educar esses empreendedores com a visão de negócio. Muitas escolas não colocam isso de forma prioritária, por exemplo, existem professores falando de empreendedorismo sem nunca terem empreendido. O empreendedorismo se refere ao negócio e não necessariamente a abertura de uma empresa. Portanto, para uma companhia se tornar sustentável, precisará de uma boa dose de empreendedorismo para que surjam ideias inovadoras. Essas são questões de sobrevivência de uma empresa, necessárias para se manter competitiva.

 

O Brasil vive um momento paradoxal. Por um lado, possui consumidores que exigem mais das empresas ações sustentáveis, mas que não são, na sua maioria, sustentáveis no dia a dia. As empresas também estão, cada vez mais, levantando a bandeira da sustentabilidade, mas também não implementam uma cultura, de fato, sustentável. Concorda? Por que isso acontece?

 

Concordo. Falta a cultura sustentável, que acontece através de algumas ações:

 

- Educação: Desde o ensino fundamental, as crianças devem aprender pequenas ações sustentáveis, como acontece em Curitiba, por exemplo. Lá as pessoas aprendem desde cedo que não se pode jogar papel no chão.

 

- Consequência de uma ação não sustentável: Quando vivemos o racionamento de energia, as pessoas aprenderam a valorizar a água e a energia elétrica. Nem todos permaneceram com as mesmas atitudes por causa da cultura da abundância natural do Brasil, por isso a importância de outra ação:

 

- Conscientização: Campanhas realizadas pelo governo, ONG's, seja em mídias sociais ou das mais diversas maneiras, elas servem para causar a reflexão nas pessoas: "você é ou não responsável?". Um exemplo foi a campanha que o Greenpeace fez para os apaixonados pela Apple, questionando se eles estavam consumindo um produto sustentável. Como resultado, cerca de um milhão de clientes questionaram Steve Jobs, responsável pela Apple na época, sobre o que a empresa fazia em prol da sustentabilidade.

 

Afinal, como entender a sustentabilidade como um negócio?

 

A sustentabilidade é um processo de aprendizado, de debate. Para falar de sustentabilidade, falo do futuro, com o pé no presente; questiono "que tipo de futuro quero construir?" e a partir disso, penso um negócio que visa atender essa necessidade. As atitudes de responsabilidade sócio-ambiental são ações, mas a meta é a sustentabilidade, feita de maneira a gerar lucro.

 

Como aplicá-la?

Albélio: Para empresa aplicar a sustentabilidade, ela precisa levar em conta três fatores: a sociedade, os recursos e a tecnologia. Por exemplo: as empresas que vendem as máquinas de lavar louça que permite a limpeza com água fria (a maioria precisa de água quente para dissolver o produto que faz a higienização). Essas empresas pensaram na sociedade, que vai economizar a energia que esquentava a água e a conta vai ficar mais barata; nos recursos: precisamos racionar a energia e diante disso, desenvolveram a tecnologia. Resultado: contribuiu para o meio ambiente e gerou um produto que vai gerar lucro: essa é uma ação sustentável.

 

Fonte: B.I. International

20 de jan. de 2012

MEDIR O ROI É ESSENCIAL EM PROJETOS DE TI VERDE

Brasil - As iniciativas para redução das emissões de gases de efeito estufa podem representar redução de custos e, consequentemente, maior competitividade para as empresas de tecnologia. A implantação pela indústria de políticas e estratégias que resultem na redução de poluentes pode gerar crédito de carbono, aliando o impacto socioambiental ao aumento da lucratividade.

Segundo André Luis Saraiva, diretor de responsabilidade socioambiental da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o primeiro passo para adoção de uma política de redução de poluentes é a realização de um inventário para identificar quais áreas do negócio podem gerar créditos e, consequentemente, economia.

Nessa linha, a Vivo concluiu, em estudo, que 80% dos impactos ambientais da empresa estavam relacionados ao consumo de energia. A partir desse dado foram desenvolvidas e implantadas melhorias para a eficiência energética que podem gerar economia de até 30% na área de redes e de 10% na área de escritórios.

Além de iniciativas internas de racionalização do consumo de energia, a indústria TIC pode e estará obrigada a extrapolar os projetos para os seus consumidores, por meio da coleta e reciclagem de equipamentos. Porém, as tentativas de coleta seletiva de lixo eletrônico, especialmente bens de consumo portáteis, como celulares e laptops, ainda esbarram no alto custo da logística e na falta de conscientização da população sobre a real importância da iniciativa.

O debate sobre logística reversa – quando o fabricante é o responsável pelo descarte do produto após a venda – Forum Green Tech 2011, promovido pela revista TI INSIDE e organizado pela Converge Comunicações, em setembro passado, expôs boas práticas, mas criticou a morosidade do Congresso brasileiro na regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada pelo ex-presidente Lula em agosto do ano passado.

A lei que cria o novo plano de gestão de resíduos sólidos, que inclui toda a logística de produção e descarte de eletroeletrônicos, ainda não obteve consenso de todos os setores envolvidos para que seja regulamentada e possa ser colocada em prática.

Falta de escala

“O fato de não haver um sistema unificado que contribua para ganho de escala, e ainda o preço elevado para sua implantação, são dois pontos críticos”, diz Márcio Quintino, gerente sênior de responsabilidade ambiental e sustentabilidade corporativa da Philips do Brasil. Ele ressalta que o custo da logística reversa dos programas da empresa representa 70% das despesas, enquanto ganha-se apenas 30% com a reciclagem dos materiais.

A Philips defende que uma parte dessa despesa deve ser repassada ao consumidor. Além disso, a empresa sugere a união de projetos de empresas distintas por meio de associações para que haja um ganho de escala e volume na coleta dos materiais.

Uma pesquisa da Nokia, no entanto, mostra que o consumidor ainda não tem total domínio sobre os programas de reciclagem e a importância dos projetos na área de telefonia móvel. O estudo mostra que apenas 3% dos consumidores reciclam seus celulares obsoletos, enquanto 4% fazem o descarte em lixo comum, 24% transferem para conhecidos e 16% vendem os aparelhos.

As empresas também enfrentam problemas com o alto custo de reutilização dos reciclados no país. Hoje, todos os celulares, baterias e carregadores coletados nas 228 urnas do programa de sustentabilidade no Brasil são exportados para os Estados Unidos, onde são modificados e reutilizados.

A educação do consumidor e iniciativas do governo para redução dos custos de logística reversa é uma bandeira da Abinee. André Luis Saraiva, diretor de responsabilidade socioambiental da entidade, é enfático ao criticar as políticas públicas sobre o destino do lixo eletrônico, que desprezam mecanismos de financiamento, que poderiam contar com agências de fomento, e a educação dos cidadãos sobre as questões de sustentabilidade. “Isso sim é política pública, educação de uma nação e criação sustentada de uma política empresarial. Sem isso, não teremos ganho de escala que viabilize operações de logística reversa”, afirmou.

Vitrina para novos projetos

Datacenter verde do Itaú Unibanco gera economia e abre via para outras iniciativas sustentáveis

Definir métricas para avaliar o retorno sobre os investimentos (ROI) em TI verde é essencial para as empresas e também para garantir a continuidade dos projetos de sustentabilidade envolvendo tecnologia. A opinião, em tom de alerta, é do superintendente da área de TI do Itaú Unibanco, Júlio Cezar di Conti, que foi um dos palestrantes no Forum Green Tech 2011.

O executivo observa que é por meio da tangibilidade dos projetos de TI verde, ou seja, do que pode ser medido e avaliado, que se consegue mostrar o resultado para a alta direção da empresa e aos acionistas e, assim, continuar a investir na implantação de estratégias de sustentabilidade. Um dos principais benefícios obtidos com o uso de métricas de ROI é a melhoria da eficiência energética, com a iminente redução dos custos com energia.

“A eficiência energética paga a conta e mostra resultados mais tangíveis”, pontua Di Conti. Como exemplo, ele cita um projeto de modernização de um dos datacenters do banco, totalmente baseado em práticas de TI verde e com o qual o banco atingiu redução no consumo de energia de 43%. Em números, isso representou economia de R$ 500 mil por ano nos gastos com energia elétrica.

O Itaú Unibanco conta com diversas iniciativas de TI verde. A modernização do datacenter é uma das práticas de TI verde do Itaú Unibanco, que envolveu entre outras coisas a consolidação de servidores, por meio de um projeto de virtualização de praticamente a metade do parque de máquinas, e a compra de equipamentos mais eficientes em termos de consumo de energia, como desktops e servidores.

Além de critérios de TI verde na aquisição de equipamentos, o banco mantém um programa de reciclagem e descarte sustentável de lixo eletrônico, bem como o uso de um sistema de call center que dispensa a utilização de telefones tradicionais.

Para garantir a continuidade dessas estratégias, assim como para mapear, quantificar e acompanhar os projetos e identificar novas oportunidades de uso de TI verde, o Itaú Unibanco criou o Comitê de TI verde, que responde por todo o gerenciamento dos projetos e programas de sustentabilidade.

Liderança em boas práticas

HP prova que iniciativas sustentáveis geram crescimento, aumento da produtividade, diferenciação competitiva e estimulam a inovação

Cerca de 1,4 bilhão de quilowatts de energia economizados por meio de estratégias de design de desktops e notebooks, 50% de redução na quantidade de papel e plástico utilizados nas embalagens de impressoras, 100 mil toneladas de plásticos reciclados na fabricação de novos produtos de impressão, 10 mil servidores reciclados e 151 mil toneladas de hardware e suprimentos recuperados para reciclagem e revenda.

Esses foram alguns dos resultados obtidos pela HP Brasil com seu programa de sustentabilidade ambiental, que neste ano aparece como a quinta no ranking da Interbrand como a marca mais sustentável do mundo. E acaba de ser escolhida como a primeira colocada no ranking de 2011 das melhoras práticas ambientais pelo Greenpeace.

Os números foram apresentados pelo diretor de operações e sustentabilidade da HP Brasil, Kami Saidi. Segundo ele, políticas de sustentabilidade ambiental podem contribuir para amenizar as mudanças climáticas no planeta e, ao mesmo tempo, proporcionar crescimento, maior produtividade, diferenciação competitiva e inovações, entre outros benefícios.

Saidi cita um estudo do Gartner, segundo o qual o setor de TI hoje responde por apenas 2% das emissões globais de gases de efeito estufa e também contribui para reduzir as emissões do restante da economia.

Entre os principais aspectos em que a tecnologia da informação pode colaborar na direção de negócios sustentáveis, o executivo cita a redução do consumo de energia e emissão de carbono, a substituição de processos com intensa emissão de carbono por processos de baixo carbono e a possibilidade de habilitar o gerenciamento de uma economia de baixo carbono.

Os objetivos do programa de sustentabilidade ambiental da HP Brasil são atender a demanda crescente dos clientes por TI verde e as legislações governamentais, além de capturar valor. Para isso, Saidi conta que a companhia criou uma estrutura que inclui desde um comitê de governança para sustentabilidade, a estratégia de comunicação e a infraestrutura de TI, até a coleta de produtos. O papel do comitê é gerenciar as questões envolvendo conformidade, o posicionamento ambiental da marca, o engajamento dos acionistas, educação e acesso ao mercado.

Paralelamente a essa estrutura, a HP Brasil criou mais de 50 centros de serviço ao cliente e 55 HP Stores para fazer a logística reversa e a reciclagem de baterias, hardware e suprimentos. Em 2009, a empresa também montou o primeiro centro de reciclagem de cartuchos na América Latina com capacidade para processar 1,2 milhão de cartuchos por ano, provenientes do programa de coleta de cartuchos e das operações industriais da fabricante.

A cultura verde do Itaú Unibanco

Nessa entrevista, Roney Silva, diretor de Arquitetura e Infraestrutura do Banco Itaú Unibanco, cita as principais iniciativas de TI verde e a importância da sustentabilidade para a instituição financeira.

TI Inside - Em que momento o Itaú Unibanco identificou a necessidade de investir em projetos orientados à preservação ambiental (sustentabilidade) e por quê?

Rooney - O banco sempre teve uma cultura e foco em eficiência, antes mesmo do movimento de TI verde. Entretanto, em 2008, foi criado o Comitê de TI verde com objetivo de discutir ações com foco em sustentabilidade, identificar, consolidar e quantificar os ganhos gerados por estas ações e estimular que os aspectos de sustentabilidade fossem considerados nos projetos de TI.

TI Inside - Houve um crescimento significativo na coleta de lixo eletrônico ao longo de 2010. Qual foi a estratégia adotada para que isso acontecesse?

Rooney - Em 2010 foram enviados 3,8 mil toneladas de lixo eletrônico para descarte sustentável. Este volume de lixo eletrônico tem origem em prédios administrativos, rede de agências e datacenters e está fortemente relacionado ao movimento de migração das agências Unibanco para Itaú Unibanco e atualização de parque de equipamentos.

Em 2011, este volume ultrapassa 1,5 mil toneladas. Para implantação deste processo, foi realizado um trabalho de conscientização demonstrando os riscos do descarte inadequado dos equipamentos obsoletos de TI e os benefícios que poderíamos gerar para o meio ambiente, sociedade e para a corporação através da implantação de um modelo de descarte sustentável.

Desde 2009, antes mesmo da Política Nacional de Resíduos Sólidos ser sancionada, o descarte sustentável de equipamentos obsoletos é uma prática corporativa. Hoje quase 98% dos materiais são reaproveitados, retornando à cadeia produtiva, reduzindo assim a necessidade de extração de matérias primas.

TI Inside - Qual é o objetivo deste ano?

Rooney - Continuaremos buscando soluções que gerem eficiência. Como exemplo de ações podemos citar: modernização da infraestrutura de datacenters agregando maior segurança operacional e redução no uso de energia elétrica e espaço; virtualização e consolidação de servidores; ampliação das salas de telepresença e uso racional de impressão.

TI Inside - Seguindo as orientações de sustentabilidade, como está estruturado (configurado) o datacenter do Itaú Unibanco hoje?

Rooney - Existe uma grande preocupação com os aspectos de eficiência dentro de nossos datacenters, onde buscamos o equilíbrio entre disponibilidade e redução do consumo de energia, água e espaço. Para isto, temos adotado desde ações simples como organização das fileiras de racks, como a adoção de equipamentos mais eficientes, processos de virtualização e outras melhores práticas de mercado.

TI Inside - Vocês possuem métricas tanto de redução de custos quanto de benefícios ao meio ambiente do projeto como um todo? Quais são?

Rooney - Temos métricas e indicadores que nos ajudam a acompanhar a evolução e identificar pontos de melhorias. Estas métricas possibilitam quantificar os ganhos como consumo de energia e emissão de CO2. Podemos citar como exemplo o PUE (Power Usage Effectiveness), consumo de energia por servidores e emissão de CO2 evitada.

TI Inside - Quais são as orientações para novas aquisições de eletrônicos pela instituição?

Rooney - Na realidade, temos preocupação com todo o ciclo de vida do equipamento, desde o processo de manufatura até a destinação dos equipamentos no final de vida útil. Desta forma, o banco tem adotado critérios sociais e de sustentabilidade na escolha dos parceiros e aquisição de equipamentos de TI. Estes critérios consistem, basicamente, na aquisição de equipamentos fabricados conforme diretiva RoHS, que regula a utilização de substâncias potencialmente perigosas ao meio ambiente e ao ser humano. Atualmente, este critério é aplicado em alguns segmentos e está em fase de expansão.

TI Inside - Quais são os critérios de avaliação de novos produtos?

Rooney - As ações de TI verde são baseadas no tripé da sustentabilidade (Triple Bottom Line). Desta forma, as decisões são basedas em aspectos econômicos, sociais e ambientais.

TI Inside - Quais são os resultados, do ponto de vista da sustentabilidade, do investimento feito em telepresença?

Rooney - O uso das salas de telepresença tem um impacto muito positivo em índices de sustentabilidade. Deixamos de percorrer muitos quilômetros, economizamos com viagens aéreas, poupamos o meio ambiente reduzindo a emissão de gases de efeito estufa, além de melhorar a qualidade de vida dos usuários. Os índices mostram isso. Em 2011, até o mês de agosto, foram realizadas 1.570 reuniões nas salas do Itaú Unibanco, com duração média de 1,5 horas por reunião. Deixaram de ser percorridos 6.035.692 km entre uso de automóvel e avião. Para o meio ambiente, deixamos de emitir 852 toneladas de CO2 e poupamos 5.380 árvores.

TI Inside - Descreva o ambiente de telepresença – número de salas, frequência de uso e outros detalhes que tenham disponíveis?

Rooney - O ambiente de telepresença no Itaú Unibanco foi criado em 2008 e hoje conta com 11 salas no Brasil e três salas internacionais (Miami, Londres e Nova Iorque). Em novembro deste ano haverá expansão de mais duas salas em São Paulo e uma sala em Lisboa. Ainda temos integração com mais 13 salas do Itaú Unibanco BBA, com salas em diversas localidades em São Paulo e outras capitais.

O Itaú Unibanco também possui contrato de serviço Business to Business (B2B) com a operadora BT, possibilitando a realização de reuniões de telepresença com outras empresas. A utilização das salas é controlada pela área de Service Desk, responsável pelo agendamento das reuniões e comunicação com os usuários.
Fonte: Ti Inside - 17.01.201

17 de jan. de 2012

INICIATIVAS PARA APROVEITAMENTO E SUSTENTABILIDADE DE AREAS DE FLORESTAS EM PROPRIEDADES PRIVADAS

Se você é proprietário(a) de área de mata nativa maior do que 1.000 (hum mil) hectares contínuos, pode ter uma chance de financiar a preservação de suas florestas nativas, sem precisar ceder ao desmatamento.

 

Existem ONGs que apóiam projetos de REDD (remuneração pela preservação de floresta “em pé”) e que podem ser acionadas para avaliar a sua área. Caso haja parceria com outros proprietários pode ser ainda mais viável.

 

Você pode ter acesso a alguns exemplos de projetos em algumas entidades e se a sua área se encaixar nos requisitos poderá gerar um projeto de REDD. Existe também a possibilidade de criação de uma RPPN (Reserva Privada do Patrimônio Natural). Em alguns estados a criação dessas reservas possibilita a isenção de alguns impostos e a utilização dessas áreas para fins de educação ambiental e ecoturismo. Neste caso, se informe nos sites do IBAMA ( www.ibama.gov.br) ou RPPN BRASIL (www.rppnbrasil.org.br), ou me escreva para maiores informações (denisedemattos@gmail.com).