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21 de jul. de 2011

OS NOVOS RUMOS DA CERTIFICAÇÃO FLORESTAL FSC

Terminou na última sexta-feira, em Kota Kinabalu, Malásia, a 6.ª assembleia-geral do FSC. Evento que ocorre a cada três anos, traça os rumos do sistema de certificação florestal mais reconhecido e de maior inserção de mercado do mundo. Em um sistema democrático de tomada de decisões, a assembleia do FSC reconhece e respeita os interesses dos três principais setores envolvidos com a questão florestal: os ambientalistas, as empresas e os movimentos sociais.

Este ano a assembleia teve uma missão singular: avaliar o gigantesco crescimento do FSC no mercado nos últimos anos e definir as medidas necessárias para garantir que esse crescimento não afete a sua credibilidade no médio e longo prazos. Este crescimento nos últimos cinco anos se deu em função da permissão de se misturar materiais certificados com não certificados, para a fabricação de produtos mistos, o que possibilitou um grande crescimento de produtos FSC no mercado internacional. Os materiais não certificados devem seguir as normas de madeira controlada, que visam garantir que a madeira não é ilegal e não vem de áreas de desmatamento.

Em Kota Kinabalu, este sistema foi colocado em xeque especialmente pelas ONGs ambientalistas, que questionaram fortemente o quanto o FSC tinha realmente o controle sobre a madeira nesses casos, apontando falhas no sistema que, se não resolvidas, representariam um forte risco à credibilidade do FSC no longo prazo. Após dias e dias de intensa discussão, os membros do FSC aprovaram uma moção que representa uma correção de rumo no sistema de madeira controlada. Se bem implementada, esta moção certamente fortalecerá o FSC, fortalecendo sua imagem no mercado de produtos florestais.

Além deste tema, outros assuntos marcaram a discussão na assembleia-geral do FSC, entre eles a questão do uso de biotecnologia e transgênicos em florestas certificadas, algo que não é permitido pelo FSC. Mesmo após muita discussão e insistência por parte de empresas florestais, os membros do FSC decidiram por não reabrir o diálogo sobre transgenia em florestas certificadas. O acesso à certificação por parte de pequenos produtores e comunidades florestais também foi um tema de grande relevância durante a semana passada.

Foi aprovada uma moção para que o FSC invista energia e recursos nos próximos três anos para criar condições que ampliem o acesso e a certificação de pequenas florestas e comunidades extrativistas.

Mais do que as 26 moções que foram aprovadas e que definem os rumos do FSC para os próximos anos, o principal resultado da assembleia-geral é o próprio fortalecimento do sistema. Os membros que participaram – representantes das maiores ONGs ambientalistas, das principais empresas do setor florestal, e de movimentos sociais de todo o mundo – saem de Kota Kinabalu com um sentimento de missão cumprida. Como as decisões são tomadas por consenso, no FSC não existem vitoriosos ou derrotados. Todos os que participaram são co-responsáveis pelos resultados alcançados e, portanto, se sentem parte do sistema. Isso fortalece o FSC, garantindo a continuidade do sistema de certificação florestal de maior credibilidade do mundo.

Fonte: -   Fonte: Amazonia.org -  (*)Maurício de Almeida Voivodic é engenheiro florestal, mestre em ciência ambiental pela Universidade de São Paulo, é secretário-executivo do Imaflora

20 de jul. de 2011

ESTRE AMBIENTAL ADQUIRE EQUIPAMENTO PARA PROCESSAR MIL TONELADAS DE LIXO POR DIA.

O sistema é pioneiro na América Latina e produz 500 toneladas de combustível que não agride o meio ambiente.

 

Tiranossauro. Isso mesmo, o "rei dos répteis tiranos", como define o dicionário. Uma espécie de dinossauro carnívoro, que andava em dois pés e vivia há milênios na América do Norte. Esse é o nome do equipamento comprado da Finlândia pela Estre Ambiental (com sede em Paulínia), o primeiro da América Latina para triturar lixo e transformá-lo em combustível derivado de resíduo (CDR), de alto poder calorífico e que não agride o meio ambiente.

 

Uma possível solução para as 230 mil toneladas de resíduos sólidos que o Brasil produz diariamente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Quando soube que operaria tal máquina, o mineiro Lúcio Marcos de Souza, 39 anos, nascido em Três Corações e morador em Paulínia há mais de uma década, imaginou: "Deve de ser um bicho que eles vão por aqui para comer o lixo."

 

Não era. Tratava-se de uma máquina de 40 metros de largura, com trituradores gigantes, capaz de processar mil toneladas de lixo por dia e produzir 500 toneladas de CDR. "Quando vi a bicha deu até arrepio", afirmou Souza.

 

A "bicha" a que se referiu o funcionário custou R$ 33 milhões e foi custeada em parte com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Acaba de receber licença da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb) para operar. Está instalada num galpão de 6.200 metros quadrados e vai processar, inicialmente, um quinto das cinco mil toneladas diárias de lixo da região metropolitana de Campinas que a empresa recebe em seus aterros. A previsão é que, em três anos, a totalidade desse lixo esteja sendo "triturada" em outros tiranossauros que a empresa vai adquirir .

 

Em Sã Paulo A cidade de São Paulo precisa de dez tiranossauros para "comer" as dez mil toneladas de lixo produzidas diariamente.

 

Apesar do nome assustador, o processo de funcionamento da máquina é relativamente simples. Os sacos plásticos com resíduos domiciliares entram nas esteiras e são tratados por ordem de materiais.

 

Depois da primeira trituração, são separados numa peneira de 18 metros todos os elementos de origem orgânica, que representam a metade de todo lixo processado. Esse material orgânico vai para as caçambas e retorna aos aterros sanitários.

 

Fonte: http://www.odiariodeminas.com.br/portal/index.php/categorias-artigos/item/1114-estre-ambiental-adquire-equipamento-para-processar-mil-toneladas-de-lixo-por-dia

 

16 de jul. de 2011

CONSTRUÇÕES VERDES E SUSTENTAVEIS

·         Descrição: http://www.ciclovivo.com.br/img/spacer.gif

Projeto traz solução barata e eficaz para plantio de hortas em centros urbanos

O “Plantando na Cidade” é um projeto de hortas suspensas sobre telhas em espaços pouco valorizados da metrópole, como lajes e quintais. O projeto foi desenvolvido pelo professor Marcos Victorino, da Faculdade Cantareira, de São Paulo.

Descrição: http://www.ciclovivo.com.br/img/spacer.gif

Coberturas verdes – integração com a natureza e qualidade de vida

O Brasil tem um clima ótimo para terraços com jardins, assim, pode-se explorar todos os espaços de um edifício, inclusive a cobertura. Estes espaços oferecem a oportunidade de integração com a natureza e aumentam o conforto ambiental dos edifícios.

 

Segmento de limpeza verde ganha destaque em São Paulo (PEGN)

 

A empresa do casal Jadir e Fernanda Deodato é especializada em faxina de carpetes e sofás com produtos biodegradáveis. Uma das grandes vantagens do serviço está na economia de água. Por mês, a companhia, que tem faturamento médio de R$ 50 mil, faz cerca de 80 limpezas sustentáveis. Os preços variam entre R$ 3 e R$ 4 o m2 de carpete

 

Empresa brasileira cria saco para lixo feito com matéria-prima 100% renovável (Ciclo Vivo)

 

A primeira planta de polietileno verde em escala comercial do mundo. Utiliza etanol de cana de açúcar para produzir eteno, a ser posteriormente transformado em polietileno, o tipo de plástico mais usado no mundo. (Imagem:bioplasticnews.blogspot.com)

A Embalixo, principal fabricante de sacos para lixo no país, assinou contrato com a Braskem, para fabricação com exclusividade no território brasileiro do saco para lixo feito de matéria-prima 100% renovável.

 

13 de jul. de 2011

RUMO À INOVAÇÃO ENERGÉTICA REVOLUCIONÁRIA MIT DESENVOLVE O *PAPEL-SOLAR*

Agência FAPESP - Aplicar células fotovoltaicas - capazes de  transformar energia solar em elétrica - diretamente em papel ou  tecido, de um modo simples e rápido, é o objetivo de uma pesquisa  conduzida no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos  Estados Unidos.

 

A tecnologia já resultou em diversos protótipos, cujo formato lembra o de um documento produzido em uma impressora comum do tipo jato de tinta. A diferença é que no lugar de palavras e números são impressos  pela superfície retângulos coloridos.

 

Ao ligar fios nos retângulos e direcionar luz ao papel, imediatamente  um dispositivo eletrônico começa a funcionar, como se vê no vídeo  divulgado pelo grupo responsável pelo estudo.

 

A novidade é resultado do trabalho do grupo coordenado no MIT pelos  professores Karen Gleason, de engenharia química, e Vladimir Bulovi,  de engenharia elétrica. Detalhes da tecnologia foram publicados no dia  8 de julho no site da revista Advanced Materials.

 

Os cientistas afirmam que a nova técnica representa um grande avanço  em comparação com sistemas usados atualmente para produzir células  solares, os quais dependem de expor os substratos (geralmente vidro) a  condições - como altas temperaturas - ou líquidos que podem muitas  vezes danificar as próprias células.

 

O novo processo se baseia no uso de vapor - e não de líquidos - e em  temperaturas abaixo de 120 ºC. Nessas condições, é possível empregar  materiais como papéis não tratados, tecidos ou plástico como  substratos para imprimir as células.

 

Diferentemente de imprimir documentos, a tecnologia precisa de cinco  camadas de materiais, que são depositadas em papel, por exemplo, em  etapas sucessivas, por meio do uso de uma máscara (também feita de  papel) para formar os padrões das células na superfície. O processo é  feito em uma câmara a vácuo, para evitar a contaminação por poeira ou outras impurezas.

 

A folha fotoelétrica, além de ser impressa facilmente e com baixo  custo, de acordo com os pesquisadores, pode ser dobrada e guardada no  bolso. Depois, ao ser desdobrada, volta a funcionar normalmente,  convertendo energia luminosa em elétrica.

 

Em alguns casos, nem precisa desdobrar, como no avião de papel feito  pelos pesquisadores, cujas células funcionam durante o voo. No artigo,  os autores descrevem a impressão de células fotovoltaicas em uma folha  de plástico PET, que foi posteriormente dobrado e desdobrado 1 mil  vezes sem perda significativa de seu rendimento na conversão de energia.

 

*Demostramos que se trata de uma tecnologia robusta. Estimamos que  poderemos fabricar em escala células solares capazes de atingir  performances recordes em relação à produção de watts por quilo. Isso  abre um grande número de possíveis aplicações*, disse Bulovi,  apontando para o potencial de produção de placas solares mais leves,  um grande problema das atuais.

 

O artigo Direct Monolithic Integration of Organic Photovoltaic  Circuits on Unmodified Paper (doi:10.1002/adma.201101263), de Karen K.  Gleason e outros, pode ser lido por assinantes da Advanced Materials  em http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/adma.201101263/abstract.

 

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12 de jul. de 2011

NOTICIAS MDL SUSTENTAVEL - Novaenergia transformará plástico em óleo e muito mais...

A Wastech, empresa baiana especializada em tratamento de resíduos, está criando uma nova companhia, chamada Novaenergia, que atuará na transformação de lixo plástico em petróleo. A RJCP Equity, empresa de investimento em capital de risco, será sócia minoritária no projeto.

 

A Novaenergia está em fase de captação de recursos e pretende ter a primeira unidade funcionando até o fim de 2012. O investimento inicial será de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões. No total, o plano da companhia é ter 20 fábricas no país no prazo de cinco anos, o que exigirá investimento total de R$ 540 milhões. Desse montante, R$ 54 milhões serão na forma de capital, R$ 105 milhões em dívida (incluindo linhas de Finame do BNDES e crédito do fornecedor) e R$ 381 milhões em geração de caixa.

 

Ao fim dos cinco anos, a previsão é de que as 20 unidades tenham uma capacidade anual de produção 224 mil m3 de petróleo leve (com mais de 44 graus API), equivalente a 1,4 milhão de barris. O petróleo produzido será refinado e vendido em forma de nafta, óleo combustível e diesel.

 

A primeira fábrica ficará em Salvador e será capaz de processar 450 toneladas de lixo por dia, o que equivale a um sexto do total de resíduos gerados hoje diariamente na cidade. Desse montante de lixo, a empresa vai usar somente 36 toneladas de plástico considerados difíceis de reciclar, como sacolas e filmes. Materiais como PET, PVC e sucata metálica serão vendidos e o lixo orgânico aterrado.

 

Para cada 36 toneladas diárias de lixo plástico que entrarem de um lado da máquina, sairão 30 mil litros de óleo leve do outro. A tecnologia de transformação de plástico em petróleo foi desenvolvida por uma empresa americana chamada Agilyx, que já faz o processo comercialmente há um ano. Recentemente, a empresa dos EUA recebeu aporte de US$ 22 milhões do fundo Kleiner Perkins Caufield & Byers, que investiu em empresas como Amazon e Google; da Waste Management, uma das maiores empresas americanas de tratamento de resíduos; e também da divisão de capital de risco da petroleira francesa Total.

 

De acordo com Luciano Coimbra, presidente e controlador da Wastech e da Novaenergia, os projetos ambientais, via de regra, dão retorno financeiro muito baixo. "Não é o nosso caso. O projeto tem alto impacto ambiental e terá altíssima rentabilidade." A Wastech, que trabalha há 27 anos com tratamento de resíduos industriais perigosos, começou há cerca de quatro anos a desenvolver o projeto da Novaenergia. Depois de pesquisar diversas tecnologias, Coimbra conheceu a Agilyx, com quem firmou, no início de 2010, um contrato de exclusividade para exploração da tecnologia no Brasil.

 

Engenheiro químico, Coimbra diz que o processo de transformação do plástico em petróleo é algo que está nos livros, mas que para tornar isso comercial é preciso saber alguns macetes. Em vez de pagar royalties sobre a produção, a Novaenergia vai remunerar a companhia americana a cada fábrica construída.

 

Coimbra diz que já tem acordo com a concessionária responsável pelo aterro de Salvador. Nesse tipo de modelo, previsto para cidades grandes, a concessionária poderá ser sócia da fábrica de transformação de plástico em petróleo - com intervalo de 30% a 70% do capital - e terá que investir no projeto. Para a prefeitura, será destinado de 2% a 3% do óleo produzido.

 

Outra possibilidade, pensada para cidades médias, é atuar também como concessionária e processar todos os resíduos. Um terceiro modelo estaria ligado ao plástico recolhido pelas fabricantes de produtos industrializados que precisarem montar estruturas de logística reversa, conforme previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos. Valor Econômico)

 

Prefeitura e Brasil Ecodiesel irão recolhe óleo de cozinha saturado nas escolas para incorporar ao biodiesel

Após uma recente reunião entre as diretoras das escolas de Rosário do Sul e Administração Municipal, ocorrida na Secretaria Municipal de Educação e Cultura, ficou definida uma nova estratégia para o recolhimento do óleo de cozinha usado. Segundo o chefe do Departamento de Meio Ambiente da prefeitura, Rafael Cáceres Gonçalves, responsável pela Campanha de Coleta e Reciclagem do óleo de cozinha saturado, a população agora poderá enviar, este óleo, diretamente para as escolas onde serão implantados pontos de coleta.

Através de uma parceria com a empresa Brasil Ecodiesel, este óleo saturado será reaproveitado no processo de fabricação de biodiesel. Para a Engenheira de Bioprocessos e Biotecnologia da Brasil Ecodiesel Kátia Ubal, a parceria com a prefeitura irá dar um destino correto ao óleo de cozinha utilizado em frituras. “Se despejado na natureza este óleo além de entupir canos irá poluir rios e reservatórios subterrâneos de água. A Brasil Ecodiesel, irá disponibilizar um veículo que irá recolher, nas escolas, este óleo de cozinha, para incorporar ao processo de fabricação do biodiesel”, esclareceu Kátia.

Dentre os produtos de difícil degradação no meio ambiente está a gordura. Elementos como o azeite, óleo, banha e outros não se dissolvem com facilidade e não se misturam a água, formando uma camada densa na superfície da água. Isto provoca o perecimento de espécies da fauna e flora aquática existentes em lagos, rios, açudes e mananciais, pois impedem as trocas gasosas, a oxigenação da água e a passagem de luz solar importante para a biodiversidade aquática.

No Brasil apenas um percentual mínimo da população tem seu esgoto devidamente tratado, sendo que muitas vezes vai direto para os rios através das redes pluviais. Dessa forma, o óleo misturado ao esgoto atinge o lençol freático e os mananciais.

INVESTIMENTOS GLOBAIS EM ENERGIA LIMPA AUMENTARAM 32% EM 2010. BRASIL FOI O MAIOR INVESTIDOR DA AL

 

Uma pesquisa divulgada pelo Pnuma na quinta-feira, 7 de julho, destaca que o uso de energias limpas, como solar, eólica e biomassa, está crescendo, apesar da falta de progresso em negociações internacionais para diminuir as emissões de gases de efeito estufa. A América Latina (AL) foi a 2ª região do mundo que mais investiu no setor, com US$13,1 bilhões. Deste total, US$7 bilhões foram apenas no Brasil, que garantiu o 1º lugar entre os investidores da AL. (Leia mais...)

 

 

 

EVENTOS

 

Descrição: http://www.revistadae.com.br/imagem.php?id=919&tipo=calendario&t=mX Latin American Workshop and Symposium on Anaerobic Digestión - De 23 a 27 de Outubro em Ouro Preto, Minas Gerais leia mais

 

 

I Congreso Internacional Perú Mágico - http://www.congresoperumagico.com/

 

 

 

11 de jul. de 2011

TEMPO DE APROVAÇÃO DE PROJETOS DE MDL CAI BASTANTE FACILITANDO EXPRESSIVO AUMENTO DE REGISTROS

TEMPO DE APROVAÇÃO DE PROJETOS DE MDL CAI BASTANTE FACILITANDO EXPRESSIVO AUMENTO DE REGISTROS

 

Em junho, 169 projetos entraram no processo de aprovação (pipeline) do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), sendo que apenas em julho de 2007 e outubro de 2008 o total foi maior.

 

Dados de tabelas compilados pelo UNEP/Risoe demonstram que os atrasos na aprovação dos projetos de MDL estão diminuindo rapidamente, com o tempo médio desde o início até o registro caindo de 700 dias em 2008 para cerca de 230 atualmente. A média para todos os projetos registrados é de 522 dias.

 

O mês de junho apresentou novamente um nível alto de emissão de Reduções Certificadas de Emissão (RCEs), com 22 milhões de unidades.

 

A projeção do UNEP/Risoe para o número de RCEs emitidas até o final de 2012 continua praticamente a mesma, 1.090 milhões. Até agora foram emitidas 647 milhões de RCEs, com índice médio de sucesso de 94,1%. O pipeline do MDL contém agora 6.416 projetos.

 

PoAs

 

O número mensal de Programas de Atividades (PoAs) foi novamente alto em junho, com cinco novos PoAs entrando no pipeline. A África abriga 22-23% dos 97 PoAs existentes, um contraste em relação ao MDL tradicional, onde o continente possui apenas 2,6% dos projetos.

 

Duas novas metodologias utilizando benchmarks como linha de base foram aprovados durante o 61º encontro do Comitê Executivo do MDL:

 

AM91: Tecnologias de eficiência energética e troca de combustível em novos edifícios

ACM19: Abatimento de N2O da produção de ácido nítrico, com benchmark decrescendo de 5,1 kgN2O/tHNO3 em 2005 para 2.5kgN2O/tHNO3 em 2020

Também foi aprovada uma metodologia de grande escala para manguezais:

AR-AM14: Aflorestamento e reflorestamento de hábitats de manguezais degradados

Fonte:, Instituto CarbonoBrasil - Fernanda B. Muller

 

10 de jul. de 2011

TIJOLO ECOLÓGICO TRANSFORMA BANGLADESH

Método baseado em eficiência energética é mais ecológico, aumenta a qualidade do produto e cria melhores condições de trabalho em olarias

Para reduzir as emissões de gases responsáveis pela aceleração do efeito estufa, uma nova tecnologia está sendo introduzida na fabricação de tijolos em Bangladesh. O projeto do PNUD e do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) trouxe ao país um processo mais moderno que, além de economizar energia e poluir menos que o método tradicional, proporciona melhores condições de trabalho.

O novo modelo adotado foi batizado em referência à principal etapa da fabricação dos tijolos: a queima, que transforma a massa de argila em um material de construção sólido e resistente. O forno híbrido Hoffmann (Hybrid Hoffman Kiln) foi criado na Alemanha e aperfeiçoado na China para substituir a forma tradicional poluente – e já obsoleta – de produção. Durante o projeto, o modelo foi então adaptado à estrutura local da indústria de Bangladesh. Isso possibilita que a tecnologia atual para a produção de tijolos no país asiático se torne eficiente e mais ecológica.

A rápida urbanização de Bangladesh, decorrente de um crescimento econômico constante de 5-6% nos últimos 15 anos, tem gerado uma rápida urbanização e expansão da construção civil. Como conseqüência, a demanda interna por tijolos acompanhou esse ritmo e cresceu a uma taxa semelhante, na casa de 6% ao ano.

Mesmo diante da importância econômica estratégica, as olarias em Bangladesh continuam, em grande parte, sem regulamentação. Mais de 90% dos fornos usados no processo de fabricação ainda fazem uso de procedimentos rudimentares. Além de altamente poluentes, possuem baixa eficiência energética. O alto consumo de combustíveis usados para alimentar os fornos libera anualmente 6 milhões de toneladas de gás-carbônico na atmosfera. Este resultado coloca a indústria de tijolos entre as maiores fontes emissoras de gases de efeito estufa no país. Nesse ritmo, o uso de tecnologia ultrapassada na secagem e queima de tijolos elevaria a emissão desses gases para 8,7 milhões de toneladas em 2014, um aumento de 45%.

Por economizar energia e matéria-prima, a nova tecnologia híbrida tem o potencial de otimizar a produção e ajudar a tornar Bangladesh um país mais limpo e ecológico. Se comparado a um forno tradicional, cada forno híbrido é capaz de reduzir em 5 mil toneladas a emissão de gás carbônico. A projeção é de que esta medida tenha um impacto significativo nas emissões nacionais caso esse modelo seja difundido e adotado em todo o país. Além disso, a nova estrutura de fornos e da linha de produção, proporciona melhores condições de trabalho para os operários e reforça a ideia de sustentabilidade não só econômica, mas também social e ambiental.