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15 de ago. de 2012

EXPLORAÇÃO AMEAÇA AQUÍFEROS

Crítica à execução de hidrelétricas

A forma como a União tem conduzido a construção e a elaboração desses projetos no Pará desagrada ao governador do Estado, Simão Jatene (PSDB). Ele criticou a maneira "atropelada" com que os empreendimentos são executados na região, sem a devida consulta prévia à população local e baseados em estudos técnicos que, segundo o político, têm sido mal elaborados. O presidente da Fiesp discorda. (Leia mais...)

 

LED orgânico e mais eficiente

James Grote criou uma LED a partir do DNA de salmão. A tecnologia tem uma luz mais agradável aos olhos humanos, além de ser mais brilhante, consumir menos energia e ter uma vida útil mais longa. (Leia mais...)

 

EXPLORAÇÃO AMEAÇA AQUÍFEROS

Essas reservas de água deveriam ser três vezes maiores, segundo um estudo publicado na Nature. Eles fornecem metade da água que se bebe no mundo, mas estão ameaçados. (Leia mais...)

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CINZA DE BAGAÇO DE CANA E FIBRAS VEGETAIS REDUZEM EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA

O concreto é o material de construção mais utilizado no mundo. Feito com cimento, seu uso vem crescendo nos últimos anos, juntamente com o aço, puxado pelo desenvolvimento econômico de países como China, Índia e Brasil. Tanto a indústria de cimento como a de aço são grandes emissoras de gás carbônico (CO2). Para tentar mudar esse cenário,  pesquisadores do Laboratório de Estruturas e Materiais da Coppe-UFRJ foram buscar na natureza materiais renováveis que podem reduzir o uso do concreto e do aço. Cinza de bagaço de cana e fibras de sisal são alguns deles.

 

A indústria cimenteira sozinha responde por cerca de 5% a 7% das emissões mundiais, consequência de uma produção global de 2,5 bilhões de toneladas por ano. No Brasil, a produção está na casa das 60 milhões de toneladas/ano e pode chegar em breve a 100 milhões.

 

Os pesquisadores da Coppe desenvolveram, de um lado, uma tecnologia para utilização da cinza de bagaço de cana, resíduo da produção de açúcar e álcool, como substituto parcial do cimento. De outro, buscaram no sisal cultivado no Nordeste e em fibras de plantas da Amazônia, os substitutos para as fibras de aço, as fibras sintéticas e de amianto em produtos de fibrocimento.

 

Segundo o responsável pelo projeto, professor Romildo Toledo, a tecnologia para o uso da cinza de bagaço de cana está praticamente pronta, e falta apenas a finalização de alguns testes de durabilidade. Os resultados obtidos até agora mostram que é possível misturar até 10% de cinza ao cimento, ganhando até um pequeno aumento de qualidade em comparação com o cimento convencional, e até 20%, mantendo a qualidade do produto original.

 

“O Brasil é um dos poucos países do mundo onde o uso da cinza de bagaço de cana é possível, viável e tem escala de produção suficiente”, diz o professor Eduardo Fairbairn, membro da equipe do projeto. Maior produtor mundial de cana-de-açúcar, com 500 milhões de toneladas/ano, o país tem uma produção estimada de 400 mil toneladas/ano de cinza. O material resulta da queima do bagaço nas caldeiras das usinas de açúcar e álcool para produzir vapor.

 

Além de desenvolver e testar a mistura de cinza ao cimento, a Coppe fez estudos para demonstrar sua viabilidade econômica. Como o cimento não pode ser transportado por longas distâncias, porque o frete inviabiliza o negócio, a cinza só pode ser utilizada se a fábrica de cimento e a usina de açúcar e álcool estiverem próximas. Os estudos mostram que a operação é viável até uma distância média de 180 quilômetros; que a região Sudeste do Brasil oferece essas condições; e que projetos com essa finalidade preenchem os requisitos para a obtenção de créditos de carbono.

 

Em outra frente de pesquisa, testes com fibra de sisal e coco vêm indicando que essas fibras naturais são tão eficientes para reforçar o concreto quanto as fibras sintéticas de polipropileno, nylon e amianto. Em alguns usos, o sisal pode até ser mais eficiente, porque reparte melhor as fissuras do concreto e lhe confere ductilidade – a capacidade de se estirar ou comprimir sem se romper facilmente.

 

Estudos semelhantes estão sendo feitos com plantas amazônicas como o arumã, a juta, a piaçaba e o curauá, que podem ajudar a viabilizar o uso econômico da floresta, mantendo-a de pé. Já o sisal é cultivado no semiárido nordestino, uma das regiões mais carentes do Brasil. As 800 mil famílias camponesas que vivem do cultivo de sisal têm a chance de se beneficiarem da valorização que um novo uso da planta poderá trazer. ( fonte: Por: Redação TN / Coppe)

STJ: TITULAR DE CARTÓRIO É RESPONSÁVEL POR EXIGIR AVERBAÇÃO DE RESERVA LEGAL

O oficial de cartório é responsável pela averbação de área de reserva legal ambiental em matrícula de imóvel, nas hipóteses de transmissão, desmembramento ou retificação de área de imóvel rural. O entendimento é da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que julgou que a obrigação não é somente do proprietário do imóvel.

 

No caso, uma oficiala de cartório de registro de imóveis não acatou o provimento da Corregedoria Geral de Justiça de Minas Gerais e a recomendação do Ministério Público estadual para que exigisse do proprietário a averbação da reserva.

 

Ela contestou a ordem por meio de mandado de segurança, que foi rejeitado. Mesmo com a decisão, ela continuou deixando de fazer a averbação, levando o Ministério Público a ingressar com ação civil pública para exigir que ela cumprisse a norma.

 

Lei para todos

A titular do cartório foi condenada pela corte local, com aplicação de multa. Ela então recorreu ao STJ, alegando que não pode ser proibida de averbar ou registrar outros atos à margem da matrícula pela falta da averbação da reserva legal.

 

Mas o ministro Herman Benjamin rejeitou sua pretensão. O relator afirmou que “não se pode esperar do registrador uma postura passiva, que o separe dos outros sujeitos estatais e o imunize da força vinculante dos mandamentos constitucionais e legais”.

 

Segundo o ministro, a lei é vinculante tanto para o estado quanto para o particular, e a obrigação quanto à reserva legal na propriedade se estende também ao oficial de cartório. “A lei vale para todos”, concluiu.

14 de ago. de 2012

HOTÉIS-CÁPSULAS PODEM MUDAR FACE E ECONOMIA DO TURISMO

A ideia é que o morador do imóvel com espaços ociosos, interessado em empreender, alugue ou compre uma cápsula para ser colocada no terraço de sua casa, ou no quintal, por exemplo. [Imagem: Guilherme de Vasconcelos/UFMG]

 

Cápsulas modulares

 

Aproveitar espaços urbanos ociosos para oferecer hospedagem a jovens viajantes dispostos a ir além dos caminhos apontados pelo turismo convencional.

 

Essa é a proposta do projeto de "hotéis-cápsulas", desenvolvido pelo arquiteto Guilherme de Vasconcelos, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A ideia segue a mesma lógica de iniciativas como o CouchSurfing e o Bed and Breakfast, que viabilizam serviços de hospedagem colaborativa a partir de comunidades virtuais.

 

Mas a proposta de Guilherme traz um diferencial: a utilização de "cápsulas" modulares e desmontáveis, que funcionem como quartos de hotel itinerantes. É o que ele chama de alternativa físico-digital para otimizar o potencial turístico de cidades em todo o mundo.

 

"Em todos os lugares há espaços subaproveitados, como topos de casas e de prédios, que podem ser utilizados para abrigar cápsulas", ressalta o arquiteto. "Como as peças se encaixam, é possível montar acomodações de diferentes tamanhos, desde uma pequena suíte até uma edificação maior, com sala e quartos divididos em dois pavimentos."

 

Conforto térmico

 

"O projeto foi idealizado para que as cápsulas sejam facilmente montadas por duas pessoas em menos de um dia", conta Guilherme.

A estrutura proposta é de painéis de fibra de vidro e isopor - combinação de materiais que oferece resistência, leveza e tem baixo custo.

"Os painéis possuem baixa condutividade térmica, garantindo um ambiente confortável e independente do clima externo", informa o arquiteto, diferenciando as cápsulas dos módulos de contêineres já usados para outras finalidades.

 

Dentro das instalações deve haver fornecimento de água, energia elétrica e internet sem fio.

 

O projeto propõe a construção de um reservatório para receber o esgoto produzido no interior da cápsula, similar aos recipientes utilizados em navios.

 

O viajante teria o mesmo nível de conforto oferecido por hotéis convencionais, com a vantagem de poder conviver mais de perto com habitantes da região, em uma experiência menos impessoal do que aquela oferecida pelos meios de hospedagem tradicionais.

As cápsulas de acomodação poderiam ser aproveitadas também em situações emergenciais, como no caso de desastres naturais que deixassem pessoas desabrigadas. [Imagem: UFMG]

 

 

 

Acesso virtual

 

A ideia é que o morador do imóvel com espaços ociosos, interessado em empreender, alugue ou compre uma cápsula para ser colocada no terraço de sua casa, ou no quintal, por exemplo. Para divulgar a oferta de hospedagem, seria criado um perfil no site dos hotéis-cápsulas, exibindo fotos do local e um mapa com a localização, além da avaliação das pessoas que já estiveram lá.Quando alguém se interessasse pelo serviço, o próprio site informaria ao empreendedor, que também teria acesso às avaliações dos outros usuários, para decidir se aceita ou não recebê-los. O projeto prevê, ainda, um aplicativo para smartphones que envie notificações, facilite a chegada ao local por meio de dispositivos de geolocalização, informe sobre eventos na cidade e possibilite contato com outras pessoas da rede que estejam por perto.

 

Economia do turismo

 

Segundo Guilherme, o projeto tem potencial para aquecer a economia das comunidades que adotem as cápsulas.

"Os próprios moradores poderiam fornecer alimentação, lavagem de roupas e passeios turísticos, por exemplo, para os viajantes instalados nos topos dos edifícios", aponta. "Dessa forma, além de gerar renda por meio das diárias de hospedagem, as cápsulas movimentariam uma rede de serviços no seu entorno."

 

Como são muito versáteis, as cápsulas de acomodação poderiam ser aproveitadas também em situações emergenciais, como no caso de desastres naturais que deixassem pessoas desabrigadas.

 

À procura de investidores para o projeto, Guilherme salienta que a ideia só funcionaria de maneira satisfatória quando fosse atingida uma "massa crítica" de instalações ao redor do mundo. "Para que o serviço se consolide, é preciso que o usuário encontre cápsulas na maior parte dos lugares para onde queira ir."

 

12 de ago. de 2012

CATADOR DE LIXO DIZ QUE HADDAD PRECISA 'ESTUDAR MELHOR' COLETA

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, prometeu ontem aumentar de 1% para 10% o alcance da coleta seletiva de lixo na cidade, mas uma de suas ideias para atingir essa meta foi chamada de "bola fora" pelo presidente de uma cooperativa de catadores.

 

O petista fez a promessa durante visita à cooperativa, no centro, onde ouviu críticas à política da prefeitura para os resíduos sólidos.

 

Ele afirmou que uma das possibilidades para ampliar a coleta seletiva é usar caminhões com dois compactadores --um para processar o lixo orgânico e outro para os materiais recicláveis.

 

O catador Sérgio Bispo, presidente da cooperativa, disse, após a saída de Haddad, que ele deveria "estudar melhor para não dar bola fora". Afirmou que o compactador mistura materiais diferentes, como vidros e plásticos, e diminui o aproveitamento para a reciclagem.

 

Consultado pela Folha, o diretor-executivo da Abrelpe (Associação Brasileira  de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), Carlos Silva Filho, disse que a compactação não é o procedimento mais adequado para coleta seletiva, mas o equipamento pode ser ajustado para reduzir a pressão,preservando o material para reciclagem. Fonte: Agência de Noticias Jornal Floripa em 10/08/2012

 

CURSO ABORDA O LICENCIAMENTO E FISCALIZAÇÃO DOS ATERROS SANITÁRIOS

Aconteceu no início de agosto o curso “Licenciamento e Fiscalização de Aterros Sanitários no Âmbito das Agências Ambientais”, para capacitação dos técnicos da CETESB, frente à nova Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina que os aterros sanitários deverão, até 2014, receber apenas o rejeito, ou seja, o “resíduo do resíduo” (conforme a própria definição constante na Política Nacional, aquele resíduo que não tem viabilidade técnica e econômica de aproveitamento, restando como alternativa final sua deposição no aterro sanitário).

 

Como parte das apresentações, foram expostos pelo prof. dr. Luis Enrique Sanches, da Universidade de São Paulo, os conceitos da avaliação de impacto ambiental no licenciamento, considerando as demandas oriundas do processo de unificação do licenciamento ambiental e o conteúdo dos roteiros de Estudo Ambiental para o licenciamento de aterros com capacidade de recebimento de até 100 ton/dia.

 

Já o licenciamento ambiental realizado nas Agências Ambientais, conforme Resolução SMA 75/2008, a continuidade do licenciamento de empreendimentos que foram objeto avaliação de impacto ambiental na fase de Licença Prévia, os conceitos e definições de aterro sanitário, bem como os aspectos a serem avaliados na fiscalização e a avaliação do Índice de Qualidade de Aterros de Resíduos - IQR, foram abordados pelo engenheiro Cristiano Iwai, gerente da CTF.

O curso contemplou, ainda, aspectos da legislação floresta e questões ligadas ao meio antrópico.