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27 de out. de 2011

Buraco na camada de ozônio na Antártida é tão grande quanto a América do Norte

ostado em 26/10/2011 às 08h55

O primeiro buraco de ozônio significativo sobre a Antártida está revelando um talho na camada protetora da atmosfera tão grande quanto a América do Norte, afirmam cientistas. Abrangendo cerca de 25 milhões de quilômetros quadrados, o buraco sobre o Pólo Sul atingiu seu tamanho máximo anual em 14 de setembro, tornando-se o quinto maior já registrado.

O maior buraco de ozônio na Antártica já registrado ocorreu em 2006, com um tamanho de 27,5 milhões de quilômetros quadrados, documentado por observação pelo Earth-observing Aura satellite, conforme informado pelo LiveScience

O buraco na camada de ozônio na Antártica foi descoberto no final de 1970, durante a primeira missão do satélite que podia medir o ozônio - uma nave espacial chamada POES, gerida pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). O buraco continuou crescendo de forma constante durante 1980 e 90, embora desde o início de 2000, o crescimento tenha sido estabilizado. Mesmo assim os cientistas viram uma grande variabilidade no tamanho de ano para ano.

Na superfície da Terra, o ozônio é um poluente, mas na estratosfera forma uma camada protetora que reflete a radiação ultravioleta de volta ao espaço, protegendo-nos dos raios ultravioletas prejudiciais.

Para os cientistas, os grandes buracos na camada de ozônio estão mais associados com invernos muito frios sobre a Antártida e de ventos polares que impedem a mistura do ar rico em ozônio de fora da circulação polar com o esgotamento do ozônio do ar interior.

Há uma grande variação de ano para ano, em 2007, o buraco de ozônio diminuiu 30% desde o recorde de inverno de 2006.

Em 2007, Ronald van der A - cientista sênior do projeto do Instituto de Meteorologia Royal Dutch, na Holanda, disse que "Embora o buraco seja um pouco menor do que o habitual, não podemos concluir que a camada de ozônio já esteja se recuperando".

Este ano, a região de ozônio sobre a Antártica caiu 30,5 milhões de toneladas, em comparação com o recorde de 2006, com perda de 44,1 milhões de toneladas. Van der A disse que variações naturais nas mudanças de temperatura e na atmosfera são responsáveis ​​pela diminuição da perda de ozônio, e isso não é indicativo de uma recuperação em longo prazo.

Ao longo de dois a três meses, aproximadamente 50% do valor da coluna total de ozônio na atmosfera desaparece. Em alguns níveis, as perdas chegam a 90%. Na primavera, as temperaturas começam a subir, o gelo evapora e a camada de ozônio começa a se recuperar.

O frio intenso na alta atmosfera do último inverno ártico criou reações químicas nas superfícies dos cristais de gelo nas nuvens, liberando formas ativas de CFCs e criando o primeiro buraco de ozônio significativo já registrado sobre as regiões setentrionais, segundo relataram os cientistas na revista Nature.

Este ano, pela primeira vez, os cientistas também encontraram um esgotamento de ozônio sobre o Ártico, que se assemelhava a sua contraparte, o pólo sul.

Os dados mostram uma grande variabilidade, mesmo após a proibição do uso de CFCs. Inicialmente os cientistas previram uma recuperação parcial. Mais tarde eles ajustaram os modelos e pronunciaram que a recuperação levaria décadas. Com informações do ICECAP.

+ Aumenta destruição da camada de ozônio, adv

 

24 de out. de 2011

SOCIEDADE ORGANIZADA QUER PROTAGONISMO DO BRASIL NA RIO+20

A sociedade organizada brasileira acredita que o país deve exercer papel de protagonista na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), marcada para junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro. A conclusão faz parte do Relatório Final de uma consulta pública promovida pelo Ministério do Meio Ambiente para coletar subsídios à elaboração do documento que o Brasil submeterá à ONU em 1º de novembro, contendo suas propostas e visões para a Rio+20.

 

A consulta foi realizada entre os dias 5 e 25 de setembro, por meio de questionário online disponibilizado no endereço http://hotsite.mma.gov.br/rio20. As 11 questões trataram do progresso da agenda do desenvolvimento sustentável nas últimas décadas, no Brasil e no mundo, e sobre os temas da conferência: (1) economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e do combate à pobreza e (2) estrutura de governança institucional para o desenvolvimento sustentável.

 

No total, o ministério recebeu 139 questionários, de todas as cinco regiões do Brasil, sendo 103 da sociedade civil, 16 de empresas, 9 da comunidade acadêmica e 11 de governos locais. As respostas foram compiladas pela equipe da Assessoria Extraordinária do MMA para a Rio+20 (ASRIO). O resultado (Relatório Final) será levado à Comissão Nacional Organizadora da Rio+20 em reunião no próximo dia 26.

 

Tendo em vista o pouco tempo que a consulta ficou aberta, o resultado superou nossas expectativas â€" tanto em termos de quantidade quanto de qualidade das propostas”, diz Yana Dumaresq Sobral, assessora extraordinária adjunta da ASRIO. Além disso, segundo ela, foi possível notar uma série de convergências em relação ao posicionamento que o Brasil deve apresentar à ONU. A maior parte dos temas levantados pelos participantes já vêm sendo discutidas pelo Governo, como os que envolvem segurança alimentar e nutricional, empregos verdes e energia conta.

 

Liderança

 

Todos os setores que participaram da consulta pública requerem um papel de liderança do Brasil na Rio+20, quer seja por sua riqueza natural e cultural, quer seja pelos êxitos alcançados, desde 1992, nos três pilares do desenvolvimento sustentável: econômico, social e ambiental.

 

“Há um forte alinhamento de todos os setores ouvidos no sentido de que o Brasil proponha um novo modelo de desenvolvimento global, monitorado por meio de indicadores de sustentabilidade, informa o Relatório Final da consulta pública. Ainda de acordo com o documento, um grande número de participantes sugeriu que a liderança internacional do Brasil seja acompanhada de coerência no trato das questões socioambientais internas.

 

Com relação ao legado da conferência para o Brasil, os participantes da consulta pública acreditam que a Rio+20 deve criar uma plataforma de diálogo permanente entre governos, sociedade e setor privado que perdure após 2012. Os setores também apontaram a criação de indicadores mensuráveis como forma de renovar o compromisso internacional com o desenvolvimento sustentável.

 

Avanços e lacunas

 

Quando questionados sobre os avanços e lacunas na implementação de documentos resultantes de conferências anteriores sobre desenvolvimento sustentável (Rio de Janeiro em 1992 e Joanesburgo em 2002), os participantes da consulta pública destacaram, como avanços, a maior conscientização entre os diversos setores da sociedade sobre os temas de sustentabilidade, a participação da sociedade civil nos processos decisórios e a inclusão de novos temas na agenda global de sustentabilidade. Entre as principais lacunas, os setores apontaram o déficit de implementação da Agenda 21. Outra lacuna apontada foi a questão do financiamento para o desenvolvimento sustentável: como mobilizar os recursos e como fazê-los fluir de forma eficiente, conta a assessora extraordinária adjunta da ASRIO.

 

Economia verde

 

" No quesito economia verde™, uma dos temas da Rio+20, os participantes acreditam que ela pode ser compatível com as estratégias de crescimento econômico e de combate à pobreza, e deve integrar as estratégias governamentais. O tema das compras públicas (estatais) sustentáveis como vetor de mudança nos padrões de produção e consumo foi citado por número relevante de consultados.

 

Todos os setores consultados se sentem parte da mudança pretendida rumo à sustentabilidade, articulando-se entre si em torno de temas como segurança alimentar, empregos verdes, energias renováveis, educação ambiental, planejamento urbano, novas métricas de riqueza, recursos hídricos etc. A consulta revelou que a sociedade acredita ser possível a integração dos três pilares da sustentabilidade. Ou seja, que é possível se ter uma estratégia de crescimento econômico calcada na inclusão social e no uso racional dos ativos ambientais, comenta Yana.

 

Em relação ao modelo de governança internacional para o desenvolvimento sustentável, outro tema a ser debatido durante a conferência, a consulta pública registrou percepções diversas. Os participantes apontaram, porém, que a estrutura das Nações Unidas, em especial o PNUMA [Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente], não corresponde ao nível de efetividade esperado. As propostas apresentadas transitaram desde uma reestruturação do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) até a criação de organismo com poderes equiparados aos do Conselho de Segurança, informa o Relatório.

 

Uma importante mensagem que a consulta pública deixa é que a sociedade organizada brasileira, de forma geral, espera que os ganhos oriundos da Rio+20 não se restrinjam aos avanços internacionais, mas, principalmente, sejam traduzidas na construção de um legado nacional espelhado em melhores práticas públicas e privadas”, conclui Yana Dumaresq Sobral.

 

Fonte  MMA: Leia aqui o Relatório Final da Consulta Pública Rio+20. 

http://www.mma.gov.br/estruturas/182/_arquivos/relatorio_consulta_publica_final_revisado2010_182.pdf

19 de out. de 2011

Cientistas em rede: compartilhando informação acadêmica

É possível combinar as características das redes sociais da Internet, como Orkut e Facebook, com pesquisa científica? Alguns programas vem provando que sim.

Embora as redes científicas não sejam uma coisa nova (termos como gatekeepers ou "colégios invisíveis" já fazem parte da literatura sobre comunicação científica há bastante tempo), o fato de existirem sites específicos para o compartilhamento de informação acadêmica aponta para uma tentativa de reforçar os laços de cooperação entre pares. Por meio desses sites, os próprios autores podem divulgar seus trabalhos, inclusive os que ainda não passaram pelo longo processo de aprovação de um periódico científico. Também significa que algumas editoras acadêmicas encontraram nessas redes um caminho para divulgar seus próprios serviços.

É o caso, por exemplo, da Social Science Research Network. O site é administrado pela Social Science Eletronic Publishing, Inc., e tem como objetivo encorajar os leitores a compartilhar informações diretamente com outros usuários que tenham tópicos de pesquisa semelhantes. A rede é focada na área de Ciências Sociais, e por meio dela autores podem divulgar seus artigos, optando por postar os resumos de seus trabalhos (atualmente o banco de resumos possui cerca de 250.100 registros) ou mesmo incluir o trabalho completo na biblioteca eletrônica da rede (já são cerca de 206.000).

O princípio de compartilhamento também fica claro em redes como a Sermo, voltada para a área médica. Trata-se de uma rede direcionada não apenas a dividir informação acadêmica, como também divulgar outras informações relevantes a profissionais da área, como oportunidades de trabalho, dados sobre remédios e legislação médica. A ferramenta mistura elementos de blogs (é possível fazer postagens relacionadas a diversos assuntos da área médica) e microblogs, já que também é possível acompanhar postagens em tempo real.

Há também outras redes interessantes e de domínio geral. Uma delas é a Research Gate Scientific Network, que permite a conexão com colegas de pesquisa, possibilitando ao pesquisador criar sua própria rede. Também permite ferramentas de colaboração, como postagens sobre um determinado tópico e comentários sobre artigos. De acordo com a própria rede, a intenção é divulgar informação científica tendo como princípio a "Ciência 2.0″, uma junção da comunicação científica tradicional com ferramentas de Web 2.0 como blogs e outras redes sociais.

A NatureNetwork (o nome indica tratar-se de uma rede administrada pela revista Nature) e a CiteULike (patrocinada pela editora Springer) também se baseiam no mesmo princípio: conectar-se com outros pesquisadores, discutir tópicos comuns de pesquisa, explorar o que já foi publicado ou está prestes a ser divulgado e fazer pesquisas sobre assuntos de interesse, formando uma biblioteca particular que pode ser compartilhada com outros usuários.

Mais do que sites de compartilhamento, portanto, as redes científicas também possibilitam formas alternativas de buscar material bibliográfico interessante, já previamente avaliado por aqueles que investigam assuntos relacionados. Colaborar, afinal, tornou-se a principal forma de construir conhecimento.

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Fonte: bibliofflch

NOTICIAS MDL Logística Reversa: editais passam a ser publicados

Logística Reversa: editais passam a ser publicados (Ecodesenvolvimento)

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançará este mês os dois primeiros editais para criação de acordos setoriais com orientações estratégicas para a implementação da logística reversa de lâmpadas fluorescentes e de embalagens e resíduos de óleos lubrificantes. A iniciativa é mais um passo rumo à implantação da lei. (Leia mais...)

 

Apenas 11% dos brasileiros sabem o que é a Rio+20 (Ecodesenvolvimento)

Segundo o estudo, realizado pelo Instituto Vitae Civilis em parceria com a Market Analysis, a divulgação da conferência está mais acessível às classes mais altas e aos consumidores com elevada escolaridade. A população mais informada sobre a Rio+20 está concentrada em Recife. O evento será realizado em junho de 2012. (Leia mais...)

17 de out. de 2011

CHAMADA DA CAPES E CNPQ INCENTIVA EDITORAÇÃO E PUBLICAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS BRASILEIROS

Inscrições estão abertas até o dia 23 de novembro.

Estão abertas as inscrições para a chamada MCTI/CNPq/MEC/Capes Nº 15/2011, que tem por objetivo selecionar propostas para apoio financeiro a projetos que visem incentivar a editoração e publicação de periódicos científicos brasileiros de alta especialização em todas as áreas do conhecimento de forma a contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico e inovação do país.

 

As propostas devem ser acompanhadas de arquivo contendo o projeto e devem ser encaminhadas ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), exclusivamente via internet, por meio do formulário de propostas online disponível na Plataforma Carlos Chagas. A relação das propostas aprovadas será divulgada na página eletrônica do CNPq e publicada no Diário Oficial da União a partir da segunda quinzena de dezembro.

 

Benefícios - As propostas aprovadas serão financiadas no valor global estimado de R$ 6 milhões, sendo 50% provenientes do CNPq e 50% da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a serem liberados em uma parcela, de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira das agências, sendo os recursos oriundos do Tesouro Nacional.

 

Os recursos serão destinados ao financiamento de itens de custeio, compreendendo aquisição de material de consumo, componentes e/ou peças de reposição de equipamentos, software, instalação, recuperação e manutenção de equipamentos; serviços de terceiros; contratação de serviços gráficos de arte-final e impressão do periódico por empresas especializadas; e prestação de serviços para a preparação, geração e manutenção da página hospedeira da publicação eletrônica.

 

As propostas deverão ter seu prazo máximo de execução estabelecido em doze meses.

Mais informações pelo e-mail editoracao@cnpq.br. Dúvidas com relação ao formulário de propostas on-line devem ser esclarecidas pelo e-mail suporte@cnpq.br ou pelos telefones (61) 3211-4566 ou 3211-9354.

 

Fonte: Ascom da Capes

15 de out. de 2011

INSTITUTO DE TECNOLOGIA DE MINAS GERAIS CRIA POSTE SOLAR AO CUSTO DE R$ 2 MIL E INTENSIFICA ESTUDOS EM SISTEMAS FOTOVOLTAICOS

O Poste tem a capacidade de manter a iluminação durante um período de seis horas

 

A busca por fontes alternativas e limpas de energia, que liberam menos gases e resíduos no meio ambiente, tem sido uma aposta do governo e das instituições de pesquisa para evitar impactos negativos na natureza. A luz do sol, fonte de energia limpa em abundância, tem despertado o desenvolvimento de uma série de pesquisas para a obtenção de materiais mais eficientes que convertam a energia da luz solar em energia elétrica, processo conhecido como efeito fotovoltaico.

 

Recentemente, a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) instalou na entrada principal da entidade um poste de iluminação pública que funciona com energia solar. O projeto foi elaborado pela instituição em parceria com alunos do departamento de engenharia de energia do Instituto Politécnico da Universidade Católica de Minas Gerais (IPUC/PUC Minas).

Segundo do Cetec, trata-se do primeiro passo de uma série de ações que visam torná-lo referência em tecnologias para a cadeia de energia solar. “Queremos estabelecer na fundação uma plataforma para apoiar pesquisas nessa área”, aposta José Roberto Branco, coordenador do Setor de Materiais Ópticos e Eletrônicos (SDO), unidade responsável pelo projeto.

As atividades do grupo começaram em agosto deste ano. A instalação de postes em áreas pouco iluminadas da fundação foi a primeira proposta para testar a aplicabilidade da tecnologia. O “poste solar” instalado no Cetec, explica Branco, é um exemplo de sistema fotovoltaico, constituído por células ou módulos que convertem a luz solar em energia elétrica, mas também por outros elementos, como bateria (acumulador de energia); inversores de frequência; controlador de carga (responsável pela durabilidade da bateria e controle de energia) e carga (lâmpadas).

Durante o dia, explica Branco, a energia solar incide sobre o módulo fotovoltaico presente no poste, que converte a radiação do sol em eletricidade. Esta, por sua vez, é armazenada na bateria do sistema por meio de um processo eletroquímico. No início da noite, quando surge a necessidade de iluminação, a energia acumulada na bateria é disponibilizada para as lâmpadas.

O poste tem a capacidade de manter a iluminação durante um período de seis horas, período que pode ser redimensionado, além de ter autonomia de dois dias sem incidência de raios solares. Ele possui duas lâmpadas fluorescentes compactas de 15W, acionadas automaticamente por um interruptor fotossensível, que identifica a presença de luminosidade. Essas lâmpadas, além de serem mais eficientes em relação às incandescentes são de alta durabilidade, com preços mais acessíveis.

Toda a estrutura do poste custou aproximadamente R$ 2 mil. Os recursos para a realização do projeto são provenientes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Segundo Branco, algumas empresas sinalizaram interesse em levar o potencial desse tipo de energia para o mercado. “As ações do Cetec nesta área estarão integradas com o governo de Minas Gerais, sob a liderança da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), que almeja desenvolver e promover o uso de energia renovável no Estado”.

O pesquisador ressalta que a energia solar possui uma série de aplicações potenciais, que vão desde a energização de brinquedos e eletroeletrônicos até o atendimento a pequenas comunidades isoladas ou distantes da rede elétrica. A tecnologia também atende usinas geradoras de energia fotovoltaica, com dezenas de mega-watts de potência.

Mas, cada uma dessas aplicações, dispostas em regiões diversas em termos climáticos, explica, impõe condições de uso distintas. “Nesse projeto iniciamos o estudo de relações entre variáveis dos sistemas fotovoltaicos. A abordagem verticalizada que existe na fundação, por meio do exame de materiais, dispositivos e processos em toda a cadeia de valores da energia solar fotovoltaica é única no Brasil”, informa.

As vantagens econômicas do uso da energia solar vão depender de alguns fatores como distância da rede elétrica, confiabilidade e portabilidade necessárias. Para o pesquisador, em breve a certificação verde será fator de competitividade entre as organizações e de preferência dos consumidores. “O custo benefício de um poste de energia solar pode ser bem mais baixo do que um comum. A mesma linha de raciocínio vale para outras aplicações”.

Entre outros projetos de energia solar desenvolvidos no Cetec, destaque para a implantação de sistemas de carregamento de baterias variadas na instituição, com disponibilização de pontos de recarga de acumuladores de energia gratuita. O grupo também estuda o uso de módulos fotovoltaicos em processos de bombeamento de água e irrigação para comunidades carentes e tratamento de efluentes.

Potencial brasileiro

A tecnologia fotovoltaica está em uso em diversos países, como a Alemanha, por exemplo, onde foram realizadas várias ações de mobilização da sociedade e do setor acadêmico, com grande investimento em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de políticas públicas de incentivo. O setor industrial alemão visualizou a oportunidade de negócio e investiu massivamente para produzir em grande escala matérias-primas, células, módulos fotovoltaicos e equipamentos eletroeletrônicos.

O Brasil, afirma Branco, possui todos os meios para criar e desenvolver um mercado fotovoltaico. Além do potencial de energia solar disponível e comprovado em todo território nacional, há grande conhecimento de toda a cadeia de produção pertinente. Todo esse conhecimento está localizado em instituições de pesquisas e universidades. “Sendo o Brasil um dos dez países que mais consomem energia no mundo, só ele e a Rússia ainda tem um uso inexpressivo de energia solar fotovoltaica”, ressalta.

Fonte: Revista Responsabilidade Social.com

 

14 de out. de 2011

NOTICIAS AMERICA LATINA SOSTENIBLE

INDICADORES RELEVANTES PARA LOS PUEBLOS INDÍGENAS: UN TEXTO DE REFERENCIA  (InfoAndina)

 

Tanto los gobiernos como las agencias internacionales recopilan datos que les sirven para tener una visión, en términos cuantificables, del estado de la sociedad y el medio ambiente. La información que recogen depende de los indicadores que hayan seleccionado para medir y monitorear los avances en los temas que consideran importantes. Sin embargo, relativamente pocas instituciones recopilan información estadística sobre los pueblos indígenas. En gran medida, la situación de los pueblos indígenas no se refleja en las estadísticas o queda oculta en las medias nacionales. Pese a ello, se siguen elaborando políticas y se siguen implementando programas que tienen un enorme impacto en los pueblos indígenas. Es necesario que se recojan datos para medir este impacto. Desarrollar indicadores relevantes para los pueblos indígenas significa desarrollar modos de expresar su situación y problemas en términos numéricos. Esto puede hacerse a través de la creación de nuevos indicadores, que requieren nuevas formas de recolección de datos o, simplemente, del desglose de datos para garantizar que se refleja claramente la situación de los pueblos indígenas. En el nivel más básico, el simple desglose de algunos de los datos recogidos en el nivel nacional puede ayudar para detectar la discriminación, la desigualdad y la exclusión. Permite también comparaciones directas entre los pueblos indígenas y otros grupos sociales. Pero, sea cual sea el enfoque que se adopte, es crucial que los pueblos indígenas participen en la definición de los temas a tratar y de los indicadores a utilizar y que se tengan en cuenta sus propios conceptos de bienestar.

 

ISBN: 978-971-93566-5-3 ‘ Número de páginas: 604 p.

Editorial: Centro para la Autonomía y Desarrollo de los Pueblos Indígenas (CADPI)

Año de edición: 2008 - Lugar de edición: Nicaragua ‘ Instituciones relacionadas: España. Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo.   ‘ Autor: Mairena, Dennis (ed)